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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Feliz Aniversário!

Os preparativos para o Natal estavam indo razoavemente bem aqui em casa... Lemos livros sobre o Natal, enfeitamos a árvore com anjos, estrelas e versículos. Penduramos o calendário do Advento com um versículo para ser lido a cada dia, do dia 1 ao dia 24. Fomos a um culto de Natal uma semana antes... para ver um teatro com calma e cantar músicas natalinas tradicionais. Parecia tudo bem...
Mas...
Eu estava especialmente exausta neste ano. Muita correria na hora de achar presentes "ideais". Encomendei lembrancinhas personalizadas que só chegaram aos 45 do segundo tempo para embrulhar. Fiquei horas cozinhando e não dormi quase nada... no fim das contas, a luz acabou no salão de festas onde estávamos realizando o almoço de Natal do dia 24. Papi Wind ficou preso no elevador. Tá certo que, depois de um tempo, conseguiu sair, mas já foi um stress a mais... Para completar, a sobremesa que eu havia feito (que deveria ser consumida bem gelada), não foi servida logo que a luz acabou. Resolveram fazer revelação de amigo oculto antes... e com a demora, a sobremesa  pareceu-me gelada de menos e doce demais... À tarde, bora para casa fritar rabanadas... Banho... bora pra casa dos meus pais... Na hora da ceia, descobrimos que o recheio do empadão que eu tinha feito... tinha pouco sal. Meu estômago não estava nos seus melhores dias. Meus pés estavam doendo. O sono estava me vencendo... Lá pela 1 da madrugada, não dava mais. Voltamos para casa. Paramos num sinal vermelho, sozinhos, e um mendigo que estava sentado na calçada, muito zangado, começou a gritar e nos xingar. Ufa, o sinal abriu...
Quando estávamos entrando na garagem, Su pergunta pra nós:
- Já passou da meia-noite?
- Sim, faz tempo...
- Então já é Natal?
- Sim...
Então ela disse, baixinho:
- Feliz aniversário, Jesus!!! e engatou a cantar: "Parabéns pra você... nessa data querida... muitas felicidades... muitos anos de vida... É pique, é pique, é pique, é pique, é pique, é hora, é hora, é hora, é hora, é hora, ra-tim-bum, Jesus! Jesus! Jesus!" e comentou: Espero que tenha um bolo de aniversário lá no céu pra Jesus...

De repente percebemos que a  única pessoa que estava realmente vivendo o real significado do Natal era ela. Enquanto nós, adultos, só na correria e no stress... ela estava preocupada em parabenizar o Aniversariante. É... e... quem foi mesmo que ensinou isso a ela? Pois é... fomos nós. E ela agora nos re-ensina. Belo tapa na cara com luva de pelica...
Que todos nós possamos enxergar o Natal como uma criança.
Ou, como disse a minha mãe: "O homem escolheu essa data para comemorar. Não sei se o nascimento de Jesus foi num dia 25 nem mesmo se foi em dezembro. Mas eu sei que FOI. Isso é o que importa."

Obrigada por ter vindo, Emanuel...
Feliz aniversário, Jesus!

sábado, 29 de março de 2014

Rei Saul

A trajetória do rei Saul é extremamente instigante... um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, mas que em dado momento (Aquele que está de pé, cuide não caia" - 1 Coríntios 10:12) deixou o sucesso (que nem vinha dele, mas era dado por Deus) subir à cabeça.

Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que estava mais preocupado em agradar os seus soldados do que agradar a Deus. (1 Samuel 13:8-13) E quantas vezes já não fizemos o mesmo, querendo mais a aprovação dos amigos do que de Deus?

Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que não sabia esperar, ficava preocupado e ansioso.
(1 Samuel 13:11-12)
E quantas vezes já não fizemos o mesmo, atropelando as coisas e tentando resolver tudo à nossa maneira?


Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que tinha na ponta da língua várias justificativas para o seu erro de oferecer ele mesmo um sacrifício para cumprir um ritual que agradasse o povo. (1 Samuel 13:11-12) E quantas vezes já não fizemos o mesmo, dando desculpas para nossos erros em vez de assumirmos logo e pedirmos perdão?

Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que sabia o que Deus estava mandando, mas que deu vários "jeitinhos" e fez várias concessões para "ficar bem na fita" com os seus soldados.(1 Samuel 15:13-22 ) E quantas vezes já não fizemos o mesmo para ficarmos bem diante da "galera", para simplesmente fazermos parte de um grupo, de uma tribo, de um estilo de vida?

Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que achou que dando presentes a Deus poderia desobedecer à vontade.(1 Samuel 15:21-22) E quantas vezes já não fizemos o mesmo? Se Deus nos disser: "Mude esse porta-joia da esquerda para a direita da penteadeira", poderíamos dizer: "Não, vou deixá-lo aqui na esquerda mesmo, mas vou vender algumas jóias que estão nele e vou dar aos pobres. Ou "vou doar às obras missionárias" ou "vou arrancar a tampa do porta-jóia e vou queimar em sacrifício ao Senhor, ok?", faço essas coisas todas, contanto que o porta-jóia continue aqui na esquerda, que é onde eu prefiro que fique. Quantas vezes já não pressupomos que sacrifícios poderiam substituir a obediência?
 
Um rei alto, bonito, bom soldado, bom líder, que disse que havia se arrependido, mas queria que pelo menos Samuel ficasse com ele numa festa, para novamente, ele ficar "bem na fita" diante do povo.(1 Samuel 15:24-30)) E quantas vezes já não fizemos o mesmo, mais preocupados com a nossa imagem diante dos outros do que com o quebrantamento do nosso coração? 

Bastante coisa pra se pensar e para se autoquestionar, né não?
 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Lições que Deus ensina através da vida de Gideão...

Muitas coisas interessantes eu conseguiria listar sobre a história de Gideão. Coisas que servem para hoje, coisas super atuais, coisas que falam diretamente ao coração:
- Quando Deus quer usar você para alguma coisa, Ele não vai mudar de ideia com desculpas do tipo: "não sou importante, sou pobre, não sei fazer isso" (Juízes 6: 13-16). Ele não está interessado em usar pessoas que se acham importantes, ricas e que julgam ter grandes conhecimentos e tecnologias. Ao contrário, Ele quer usar pessoas que Ele tenha liberdade de capacitar. E essas pessoas só precisam estar dispostas; Ele é que se encarrega de fazer o resto.
- Mesmo que Ele não precise confimar nada sobre o chamado que Ele tem para você nem tenha que provar nada para ninguém, Ele pode escolher fazer isso para confortar o seu coração: molhar a lã, secar a lã,(Juízes 6: 36-40) fazer você ouvir um sonho de outra pessoa (Juízes 7:13-15). Esses são só alguns exemplos de que Ele está interessado em ver seu coração se aquietar e confiar nEle. Mesmo que você não esteja acreditando muito que Ele vai usar você para determinado plano.
- Você pode se equipar todo para fazer o que Deus mandou, se preparar, estudar e se encher de estratégias, mas Ele vai usar só 300 homens ao invés de 32 mil (Juízes 7:6), para que você e os outros 300 e todo o resto saibam que Ele é quem está no comando, e não a sua suposta capacidade.
- Se Deus promete dar uma vitória a você, Ele vai dar, ainda que aos olhos humanos tudo pareça uma grande loucura. E você não precisa fazer nada, suas forças não levarão a lugar algum, é a força de Deus em você que move as circunstâncias "loucas" e as transforma no início de uma grande vitória. (Juízes 7:21-22)
E ainda muitas coisas existem nas entrelinhas dessa história... escrita por Deus para o coração dos homens.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Então...

Dia 09/07 tinha tudo para ser um dia normal. Até que no meio da manhã recebemos uma ligação da escola. Não existe pai ou mãe que goste de ouvir a voz de alguém da escola do outro lado da linha. E foi aí que aquele dia começou a ser tudo, menos normal. Sussuquinha estava com a mão na dobradiça da porta da escola e um coleguinha do outro lado fechou a porta. O dedo indicador da mão esquerda dela foi esmagado e ficou com o osso exposto e a pele por baixo. Chamaram a ambulância e levaram Sussuquinha ao Hospital A. Lá tiraram raio x, avaliaram e quiseram amputar. Nisso a oração era que Deus restaurasse, que Ele agisse naquela hora porque já estavam vendo a papelada para a cirurgia e não havia tempo pra fazer muita coisa. E foi aí que surgiu uma ideia, que só pode ter sido inspiração de Deus, porque nós, apavorados como estávamos, não seríamos tão inteligentes assim. Ligamos para uma amiga da igreja que trabalha no Hospital B. Uma amiga que é ocupadíssima porque é médica. Que muitas vezes troca o dia pela noite porque faz plantão de madrugada. Mas naquela hora ela atendeu. Explicamos a situação e ela fez alguns telefonemas. E logo mandou mensagem de texto, dizendo para irmos para o Hospital B imediatamente falar com certa pessoa que iria nos arrumar um encaixe para consultarmos uma segunda opinião.
Lá avaliaram o ferimento e disseram que poderiam reimplantar, porque eles têm especialistas que fazem micro cirurgia, uma tecnologia que no Hospital A não havia. Foi ou não foi a resposta de oração mais rápida do universo? Tudo isso em meio a pânico, vale lembrar. E o tempo passando...já fazia 4 horas que o acidente havia ocorrido. E o ferimento foi finalmente lavado.
E dali em diante  foi espera para internar, espera para fazer ficha, espera para fazer crachá, espera na recepção do centro cirúrgico. E o tempo passando... muito mais depressa do que gostaríamos.
Sete horas após o acidente e muitas filas de espera, muita oração e muito choro depois, ela finalmente entrou no centro cirúrgico. Depois de 2 horas e meia ela foi para o quarto... não sabíamos o que havia acontecido, se o dedo havia sido reimplantado ou amputado... depois de 2 horas que ela já estava acordada, serelepe e brincado (devia ser por volta de 10 da noite), como o médico não foi ao quarto dar notícias, resolvemos dar uma passada no centro cirúrgico. Lá conversamos com a anestesista que acompanhou a cirurgia. Ela disse que foi feita uma reconstrução do dedo e colocada uma unha artificial para orientar o crescimento da nova unha.
Sussuquinha ficou internada por aquele dia, com um baita gesso tomando o braço inteiro e toda a mão, só ficando com o polegarzinho de fora... e recebeu alta à noitinha do dia seguinte. Um médico veio no quarto aos 45 do segundo tempo para dar o parecer dele e a alta hospitalar (não a ambulatorial).
Antes de fazer a cirurgia, os médicos nos alertaram que existia a possibilidade de a pele e os músculos que foram costurados não se re-aderirem. Se isso acontecesse, realmente essa parte do dedo estaria perdida.
Passamos uma das semanas de mais ansiedade, esperança, fé, medo (e toda sorte de sentimentos contraditórios) das nossas vidas... afinal, o processo de cicatrização e de adesão é algo que está acima dos títulos e estudos de qualquer médico, varia de organismo para organismo e só Deus tem controle sobre isso. Uma semana depois fomos ao ambulatório para tirar o gesso e para os médicos avaliarem se a cicatrização estava acontecendo de acordo com o esperado e se havia sinais de necrose. O dedo foi descoberto. Nós sabíamos que o dedo não estaria exatamente lindo. E não estava mesmo. Ele estava muito, mas muito feio, cor de vinho e inchado. Mas a médica disse que estava tudo ok e que era assim mesmo, que estava cicatrizando bem. Limpou, enfaixou e colocou uma tala no dedo. Que precisa ser trocada toda terça-feira. Que já é amanhã. E haja coração e fé em Deus para ver como está a situação e não ligar para as aparências, mas ter esperança de que o processo é realmente assim e que tudo vai acabar bem no final. E a nós só nos resta esperar. E esperar em Deus, o único que pode promover a restauração completa e definitiva. Leve quanto tempo levar...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pequenas Felicidades da Semana

Esta é uma iniciativa do blog Botõezinhos, onde toda sexta-feira, quem topa o desafio faz uma lista de pequenas felicidades que experimentamos durante a semana. Muito interessante, acredito que estimula a gratidão e por isso quis participar dessa enxurrada coletiva de descrições de pequenas alegrias que Deus nos proporciona todos os dias e que dão um sabor todo especial à vida:

- Domingo: Fomos à casa da vovó Pri, à casa do tio Baby e depois à casa da tia Sofia. Não íamos à casa dela há muitos anos. Ela mostrou fotos antigas da família, guardadas em uma caixa. Nostalgia total e momentos muito alegres.
- Segunda-feira: Antes de irmos à reunião da escola de Sussuquinha, eu estava no trajeto trabalho-casa e perdi o ponto do ônibus onde deveria descer. Tudo bem, toquei a "campainha" do ônibus e esperei chegar o ponto seguinte. Para minha surpresa, ele parou fora do que eu considerava o ponto seguinte. Parou dois quarteirões antes do que eu planejava e abriu as portas. Estranho, isso raramente acontece... mas para mim era mais vantajoso que fosse assim, então desci. Detalhe: desci em um trecho onde não estou acostumada a andar. Peguei a rua que me pareceu mais adequada para cortar caminho e pensei comigo mesmo "vai ver que Deus quer que eu passe por aqui agora". Foi só concluir o pensamento e dei de cara com uma irmã da igreja que eu não via há muito tempo. Conversamos muito rapidamente, porque disse a ela que estava com o horário contado, quase na hora da reunião, e que a pauta era sobre o comportamento de Sussuquinha na escola, pois ela tinha sido agredida por certo tempo e agora estava revidando. Ela falou: "É pra você orar por ela enquanto ela está na escola. A gente nunca sabe que tipo de influência nossos filhos sofrem lá, ainda mais quando somos cristãos ". Concordei com o conselho. Não foi "por acaso" que encontrei aquela irmã naquela rua, naquela hora e naquela circunstância. Depois da reunião e de descobrirmos os detalhes da rebeldia dela na escola, fomos todos para casa e conversamos com Sussuquinha... e dá-lhe oração a semana toda. A cada dia era uma vitória, pois as professoras disseram na terça, quarta, quinta e sexta que ela estava se comportando muito bem. Glória a Deus! Em se tratando de crianças, cada dia é um leão que temos que matar, mas cada vitória é um estímulo e uma renovada no ânimo de qualquer um que queira se comprometer a educar. E educar no caminho em que deve andar. (Prov. 22:6).
- Tivemos reuniões importantes na empresa, apresentação de projetos, visitantes de outros Estados e tivemos momentos ótimos e muitas trocas preciosas, apesar do desgaste emocional e físico que toda reunião que dura dias e dias provoca.
- Um sebo atrás de casa está se mudando para outro lugar e começou a liquidar o estoque. Piramos. Livros de qualquer espessura e acabamento por 2 reais e revistas por 25 centavos. Achei livros lindos para Sussuquinha, em inglês, de uma editora americana que nunca ouvi falar (Bright & Early Books), mas gostei de cara das historinhas, e o texto era perfeito para a faixa etária dela. Ela também amou.
- Uma locadora perto do trabalho está para fechar e começou a liquidar o estoque também. Sussuquinha ganhou 2 DVDs do Hermie, uma lagartinha que fala com Deus. Hermie é um personagem do Max Lucado, um dos escritores favoritos por aqui. É difícil achar DVDs do Hermie no Brasil; eu só havia assistido uma vez porque uma colega do trabalho havia trazido de uma feira de Miami e minha equipe assistiu e aprovou... já havia procurado esse material por aqui e nada. Esse tipo de achado não tem preço.
- Sussuquinha começou a semana com uma coriza forte, mas agora está bem melhor. Escapamos do médico desta vez. Ufa!
- Começamos a folhear alguns livrinhos que Sussuquinha não via há meses. Ela ficou empolgada, parecia que estava diante de livros novos.
- Lembrei tarde demais que esqueci uma bolsa no trabalho, mas lembrei também que não vou precisar do conteúdo dela até segunda-feira.
- Papi Wind fez o jantar hoje e estava booooooooooom. Muito bom. A famosa carne assada na pressão.

E por essa semana fica aí uma amostra de como Deus cuida de nós a cada passo da nossa caminhada... só dá para dizer "obrigado!"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Lição de Daniel 4


Estava Mami Lu com um pepino muito grande para descascar no trabalho ontem. Era um trabalho que precisava associar 2 temas totalmente disparates. Como a proposta inicial era da autoria da própria Mami Lu, a tentação foi grande para simplesmente mudar o projeto e fazer as coisas se moldarem para o lado mais fácil. Porém, hoje, pensando melhor no caso, recusou-se a fazer isso por motivos de fidelidade ao que estava determinado desde o princípio. Mami Lu aceitou o desafio e matutou, matutou, matutou. Escreveu, escreveu, escreveu. Leu e releu. E o resultado, agradando, gerou o seguinte comentário de Mami Lu para ela mesma:
- Uau! Você conseguiu! Ficou ótimo!
Na mesma hora, veio à mente a história de Nabucodonozor, todo satisfeito com a grandeza do seu reino. E o que aconteceu com ele depois...
E nos milésimos de segundo que se seguiram, imediatamente, junto com a vergonha, veio outro comentário dela para ela mesma:
- Você sabe que isso não veio de você,né?
E após esse breve, porém constante, embate da carne contra o espírito, veio finalmente uma oração de reconhecimento de que... não, Mami Lu não conseguiu nada; foi Deus quem permitiu que uma coisa boa saísse da mente humana. Foi Ele que cedeu a criatividade dEle para que surgissem aqueles escritos. DEle vieram os pensamentos que se tornaram frases. DEle vieram as melhores palavras. E como é fácil cruzar a linha tênue entre estar feliz por haver concluído um trabalho e achar que "uau, eu sou bom mesmo". Como é fácil cair no pecado do orgulho! Quando você vê, já está "se achando"... como é traiçoeira essa nossa carne!
É altamente recomendável que a lição de Nabucodonozor esteja sempre viva na mente de todos os que tentam a cada dia matar a carne para dar lugar ao espírito. De todos os que desejam de todo o coração agradar a Deus nessas pequenas picuinhas da vida, onde matar o "eu" é, sim, necessário.
E que fique registrado: se algum dia, alguma coisa boa saiu do cérebro de Mami Lu, é presente de Deus; é puro crédito dEle. Se alguma coisa ruim saiu, é culpa de Mami Lu e da carne gritante que não se deixou abater pelo espírito.
A Ele toda a glória!

domingo, 21 de agosto de 2011

Perspectiva Certa


Outra mensagem que fala sobre a igreja em Laodiceia. De 15/03/2011, por Joe Stowell, um dos autores de Our Daily Bread (Nosso Andar Diário):

…nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. —Apocalipse 3:17


UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA

Uma de minhas histórias favoritas é sobre um fazendeiro do Texas que fez consultoria agrícola para outro na Alemanha. Ele perguntou ao fazendeiro alemão sobre o tamanho de sua propriedade e obteve a seguinte resposta, “Mais ou menos 260 hectares.” Quando o alemão lhe fez a mesma pergunta sobre o tamanho de sua propriedade, o fazendeiro explicou que se dirigisse sua caminhonete desde o amanhecer até o pôr-do-sol ainda estaria dentro de sua propriedade. Para não ficar em desvantagem, o fazendeiro respondeu, “Também já tive uma caminhonete velha assim!”

Piadas à parte, é importante termos a perspectiva correta. Infelizmente, os cristãos de Laodiceia tinham uma perspectiva errada em relação à prosperidade (Apocalipse 3:14-22). Em vários aspectos eram ricos, pois tinham grandes quantidades de produtos naturais e acreditavam que não precisavam de nada mais — nem mesmo de Jesus. Mas Jesus tinha uma perspectiva diferente. Apesar da prosperidade material, Ele viu que esse povo era “infeliz […] miserável, pobre, cego e nu” (v.17). Então Ele os convidou a se tornarem verdadeiramente ricos buscando aquilo que apenas Ele poderia lhes prover: pureza, caráter, justiça e sabedoria.

Não caiamos no mesmo erro da igreja de Laocideia. Antes, tenhamos uma perspectiva correta em relação ao significado de ser rico. A verdadeira prosperidade não é mensurada por aquilo que você tem, mas por quem você é em Cristo.

A pessoa mais pobre é aquela cuja única riqueza é o dinheiro.

domingo, 14 de agosto de 2011

Deus Supera


Deus costuma superar em muito nossas expectativas quando temos a ousadia de expor um problema a Ele e confiar. Dia desses aconteceu algo muito interessante:
Mami Lu fazia parte de uma célula (grupo familiar, grupo de estudo bíblico, grupo de oração, cada igreja dá o nome de sua preferência, mas é tudo a mesma coisa) que funcionava num hotel. O hotel ficava perto de casa, era ótimo. Porém mais tarde a líder da célula fez uma longa viagem missionária, a liderança passou para outra pessoa que morava em outro bairro. E a célula começou a se reunir na casa da nova líder, que era muito fora de mão. Sendo assim, Mami Lu parou de frequentar a célula. Logo após isso, Mami Lu mudou de casa, engravidou, teve o bebê, sua rotina mudou totalmente e o assunto da célula ficou guardadinho, num cantinho, abandonado. Só que frequentar esse tipo de grupo dá saudade. Bateu uma nostalgia esses dias, como seria bom voltar a uma célula, mas qual? E como? É que uma rotina normal de mãe de criança pequena muitas vezes impossibilita um comparecimento nota 10 a qualquer evento que seja. Enfim, matutando nessas coisas, orando e colocando essa questão na mão de Deus, Mami Lu chegou até a pensar que, já que existem células móveis na igreja (cada semana o grupo se reúne na casa de um membro), seria uma boa convidar uma dessas células móveis para se reunir de vez em quando em sua casa, assim poderia participar pelo menos nas vezes que fosse anfitriã. Mas em seguida já veio o problema de que Sussuquinha não conseguiria dormir de tanta empolgação com as visitas... ela ama uma baguncinha e não dorme enquanto há agito. E as células da minha igreja costumam ir até mais de meia-noite. Para quem não tem filhos, todo esse dilema pode parecer questão de mera comodidade, para mãe de criança pequena, ficar fora de casa o mínimo possível é necessidade. Faz-se comida toda hora. Lava-se roupa todo dia. Ajunta-se brinquedos o tempo todo... Pois é, tudo isso parecia um problema tão grande, tão insolucionável... mas não para Deus. Passado algum tempo, um rapaz conhecido cumprimentou Mami Lu na igreja. "Do nada", sem motivo aparente e sem estarem conversando sobre células, ela perguntou se ele costumava ir a alguma... e ele respondeu que sim, nas imediações da praça XYZ...
Mami Lu arregalou os olhos... A praça XYZ fica em frente à nossa casa!
Perguntando mais detalhes sobre endereço, horário, dia da semana e tal, ele informou que era nada mais nada menos que o MESMO prédio em que moramos. O MESMO bloco. Dois andares acima. E era uma célula nova, que tinha começado há cerca de um mês. Sexta-feira às 22 horas. Geralmente nessa hora Sussuquinha já está dormindo. Melhor ainda: não era célula móvel, as reuniões são sempre neste endereço maravilhoso, o qual eu compartilho... :)
Nem sair da portaria Mami Lu precisaria. Aliás, nem pegar elevador, bastava subir alguns degraus.
Chegou o dia e a hora. Mami Lu colocou uma trouxa de roupa lavada para secar, subiu as escadas e foi. E foi subindo e pensando como Deus é criativo ao responder nossas orações. Mami Lu cogitou que uma célula fosse na casa dela simplesmente para que ela pudesse frequentar sem gastar tempo com transporte até lá e sem se preocupar com ônibus e horário para voltar. Então iniciou-se uma célula na casa vizinha. "Coincidência?". Não acreditamos em coincidência, mas sim em providência.
Ao compartilhar essa resposta maravilhosa de Deus com os irmãos da célula, eles disseram: "Você é a única que não tem desculpa para faltar à reunião, hein? rs".
A reunião acabou mais de meia-noite, em 20 segundos Mami Lu estava em casa, entrou na lavanderia e a roupa estava já seca e pronta para ser dobrada. Como é incrível e maravilhoso esse Deus, que considera nossos motivos mais do que ninguém, sonda o que está no nosso coração e providencia uma alternativa que até então era "impossível" de acontecer!
É por essas e outras que Mami Lu sempre gosta de frisar e repetir a todos os que passam por situações semelhantes:
"...Então vocês ficarão sabendo que eu sou o SENHOR e que os que confiam em mim nunca ficam desiludidos.” (Isaías 49:23b)


sábado, 6 de agosto de 2011

Nem Quente Nem Frio


Achei superinteressante essa meditação com informações sobre Laodiceia.
De 16/11/2009, por Joe Stowell, um dos autores de Our Daily Bread (Nosso Andar Diário):

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! —Apocalipse 3:15


AUTOSSUFICIÊNCIA

A cidade de Laodicéia tinha um problema com a água. Uma cidade próxima tinha fabulosas fontes de águas quentes e outra tinha águas límpidas e frias. Entretanto, Laodicéia tinha somente águas minerais mornas com gosto de enxofre. Nem fria nem quente. Apenas repulsiva.
Apresentados esses fatos, as palavras de Jesus aos cristãos de Laodicéia em Apocalipse 3 devem ter causado dor. Jesus os repreendia por não serem “nem frios nem quentes” (v.15). Ao pensar neles sentia vontade de vomitar (v.16) — como o efeito que sentia ao beber a água produzida na cidade.
Qual era o problema deles? Era o pecado da autossuficiência. O povo de Laodicéia se tornara tão rico que esquecera o quanto precisavam de Jesus (v.17).
Ao afirmarmos que temos tudo o que precisamos, se Jesus não estiver no topo da lista, Ele se ofenderá profundamente. A autossuficiência nos priva de buscarmos aquilo que realmente necessitamos e somente Ele pode nos dar. Se você preferir ter mais dinheiro do que caráter, se os seus cartões de crédito forem maximizados e a sua justiça for minimizada, se você se tornar esperto, mas não for sábio, então terá adquirido seus valores em lugares errados. Jesus oferece produtos muito melhores (v.18).
Ele está batendo à porta do seu coração (v.20). Deixe-o entrar. Ele lhe dará tudo que você realmente precisar!

Temos sempre o suficiente, ao nos suprirmos de Deus.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Senhor é meu Pastor



Hoje me contaram uma história muito interessante sobre o Salmo 23. Como se sabe, foi escrito por Davi, que antes de ser rei, era pastor de ovelhas e por isso, sabia sobre a rotina de um rebanho e sabia muito bem sobre o que estava escrevendo.
Então me falaram que na rotina de um rebanho era comum que ovelhinhas se estranhassem com bodes. Se, nesse momento de tensão, a ovelhinha tentasse brigar pelas suas próprias forças, ela se daria mal, pois o bode tinha a vantagem dos chifres.
Mas se ela, confiando que era protegida do pastor, berrasse por socorro, ele viria com seu cajado em socorro dela e bateria no bode, colocando fim à briga.
Assim somos nós em relação a Deus, o nosso amado Pastor.
Podemos comprar briga, tentar lutar com nossas próprias forças, enfrentar o inimigo com a cara e a coragem. Mas se fizermos isso, estaremos em desvantagem.
Porém se clamarmos pelo Pastor, Ele virá nos socorrer. E colocará o inimigo no seu devido lugar.
Linda essa metáfora e um ótimo lembrete para todos os dias!

Então Jesus continuou: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu sou a porta por onde as ovelhas passam. Todos os que vieram antes de mim são ladrões e bandidos, mas as ovelhas não deram atenção à voz deles. Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair e achará comida. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa. — Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
(João 10:7-11)

domingo, 15 de maio de 2011

Evoluções e Imitações


Ah, Sussuquinha tem estado muito engraçada ultimamente. Pede comida em momentos específicos na hora das refeições, do tipo: a próxima garfada tem que ser "carne"... ou... "macarrão"... ou "suco", "água" etc.
(ela pensa que manda... mas às vezes a gente deixa... rs)
A palavra fofinha da vez é "caiôni" (macaroni).
Hoje, na troca de fralda, Papi Wind foi chamado pela mamãe para fazer algo, e ela imitou a mamãe, dizendo:
- "Wind... vem cá!"
E na hora do "vem cá", fazendo gesto com a mãozinha... rs. Figura.
E a moda agora é fazer perguntas aos bichinhos de pelúcia. Ela se aproxima, beija os bichinhos e pergunta:
- "Ooooi... tidi bem?"
É engraçado e ao mesmo tempo amedrontador saber que tem uma mini-humana imitando tudo o que a gente faz, não só palavras, mas também gestos e olhares. E se a gente faz uma coisa inimitável? Pode ser uma coisa boba, do tipo "revirar os olhos" quando alguém de quem se discorda vira as costas. Mas logo haverá um pingo de gente revirando os olhos quando os pais derem bronca e virarem as costas. Essa imitação é engraçada, fofinha, interessante, mas é também assustadora e traz para os pais um peso e uma consciência da enorme responsabilidade que é criar outro ser humano.
O negócio é andar na linha 24 horas por dia e ponto final. Digamos que pode ser fácil controlar as palavras, mas a linguagem corporal já é mais difícil... de qualquer maneira, a mudança se faz necessária, e para anteontem. E essa mudança não acontece só porque queremos, pois não somos "flor que se cheire". Essa mudança só acontece de verdade se dependermos da ajuda de Deus, pedindo essa ajuda de todo o coração.
Na verdade isso deveria ser algo buscado sempre na vida de todos. Será que é preciso ter filhos para nos conscientizarmos de que precisamos controlar palavras e gestos? Não deveria ser preciso... mas que um filho potencializa a consciência dessa responsabilidade, ah, isso potencializa! E essa meditação toda faz lembrar um versículo da Bíblia, na versão NTLH:

Ó SENHOR, controla a minha boca e não me deixes falar o que não devo! (Salmo 141:3)

Ou, na versão RA, mais poética:

Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. (Salmo 141:3)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Devocional Infantil


Estamos tentando instituir um momento devocional em casa para Sussuquinha. É um desafio. Ao mesmo tempo que parece que já passou da hora de começar (já vi blogs de mamães que tentam fazer devocionais com filhos de 1 ano e meio, e com sucesso), também parece que é muito cedo para ela se concentrar em algo que exija atenção, ou que é cedo para passar conceitos de Deus sem mostrar nenhuma figura de Deus. Afinal as crianças parecem ser tão visuais em tudo, como dizer "Deus" sem apontar para alguém ou para alguma direção? E ao apontar para o alto, pode ela confundir o nome com a palavra "teto", "alto" ou "céu"?
Filosofar sobre isso vai longe...
Por outro lado, se não começar cedo, vai se começar quando, né?
Então vamos que vamos... é melhor tentar do que se acomodar.
Existe um livrinho muito fofo chamado "Toddlers Devotions" que uma amiga comprou no Havaí e nos emprestou. Parece que não tem versão em português, é da editora Chariot Victor Publishing, autor V. Gilbert Beers.
O livro vem com 28 historinhas. Cada uma delas dá para contar no máximo em 2 minutos e tem uma oração de 2 frases do fim da lição.
Devocional em 2 minutos? Rá! Que fácil! - pode-se pensar...
Fácil? ha-ha-ha...

Segunda-feira: Sussuquinha se impacientou no meio da lição e foi um sufoco segurá-la. Lição: sobre o vento... o vento faz várias coisas: impulsiona a pipa, estufa o casaco, leva um chapéu de um homem na rua, mas não se pode ver. Assim Deus também faz várias coisas, mas não pode ser visto.

Terça-feira: Sussuquinha prestou mais atenção à lição, mas ainda se dispersava muito. Lição: A menininha tem que arrumar seu quarto, que está bagunçado, e sua mãe ajuda a colocar cada coisa em seu lugar. No final agradecem a Deus pelo quarto limpo e arrumado.

Quarta-feira: Sussuquinha continuou dispersa na lição, mas respondeu às perguntas no final com certa rapidez. Está ficando mais tempo com os olhos fechados na hora de orar. Lição: Questionamentos sobre quem fez as árvores, as borboletas, as minhocas e os bebês. Foi Deus. Deus é o Criador das coisas. (como parece difícil passar o conceito de "criar" algo para uma criança dessa idade - só Deus mesmo).

Quinta-feira (hoje): Prestou atenção na lição, mas ficava impaciente a cada página. Na hora da oração, porém, fez tudo certinho. Lição: Um pai planta algumas sementes com os filhos e as crianças aprendem que precisam esperar a ação do sol e da chuva na terra para que as flores brotem. Agradecer a Deus por fazer a semente brotar e virar flor.

Resumo da ópera: é preciso insistir! Em um primeiro momento, parece que nunca vai dar certo, até vem o questionamento: "será que estou fazendo a coisa certa?"... mas comparando o comportamento dela entre a primeira e a última lição, dá para perceber a evolução, sim.
Sempre lembrando que, se Deus não estiver à frente, nada disso funcionará. Isso faz lembrar de um Salmo maravilhoso (127) que explica exatamente isso:

"Se o SENHOR Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o SENHOR não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando.
Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo.
Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção.
Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado.
Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quem Mexeu na Minha Zona de Conforto?


Noite dessas Sussuquinha estava vendo desenho e caiu no sono. Mami Lu colocou a pituca na caminha dela... acontece que começou a esfriar e Mami Lu pensou que chato seria acordá-la para colocar um casaco por cima do pijama. Resultado: uma madrugada louca, Mami Lu acordando de meia em meia hora para checar se Sussuquinha estava com o cobertor (claro que nunca estava), toda hora ajeitando o cobertorzinho e atenta a barulhos noturnos de viração na cama. Mesmo com toda essa maratona insana de uma noite quase em claro, de manhãzinha os bracinhos de Sussuquinha estavam gelados. E sem cobertor, porque ela não costuma dormir quietinha... Que dó, que remorso, que culpa...
Seria muito mais prudente incomodá-la, tirá-la do seu soninho, arrancá-la da sua zona de conforto em prol de um bem maior: colocar um casaco.
Mas pais humanos podem ficar tentados a não perturbar o sono do filho por isso, já que "um cobertor resolve". Em termos.
Isso leva a refletir que nosso Pai age de uma maneira maravilhosamente diferente conosco:
O Pai celestial não hesita em nos acordar, incomodar, tirar da zona de conforto... tudo para aquecer nosso coração e nossa alma. Tudo para nos vestir com um casaquinho mais aconchegante.
Mesmo que isso perturbe nosso sono, nossa segurança, nossa tranquilidade e nossa rotina. A momentânea incomodação é pequena perto da alegria eterna de estar em segurança ao Seu lado. Que frio pode nos incomodar quando é Ele o que vela pelo nosso sono?
Bem diferente de pais humanos, que são falhos e imperfeitos.
Deus faz o que é o melhor para nós. Simples assim.
Ele faz o que é preciso, não o que é mais conveniente.

Dias depois a mesma situação se repetiu com Sussuquinha. Desta vez Mami Lu vestiu o casaquinho na pequena adormecida. Ela resmungou? Sim. Reclamou? Sim. Ensaiou choro? Sim. (Exatamente como qualquer um de nós faz quando Deus permite que sejamos demitidos, que soframos uma e outra injustiça, que percamos uma amizade...).
Mas no fim ela continuou a dormir. Quentinha. E ficou aquecida a noite toda.
(Da mesma maneira, arrumamos outro emprego incrível, apegamo-nos à justiça perfeita de Deus, percebemos que a amiga que se distanciou estava nos levando para longe de Deus e que foi melhor assim).
Enfim, graças a Deus porque Ele faz o que é preciso, não o que nos convém.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Florzinha do Campo


Esta florzinha surgiu de repente em um dos vasos que ficam na lavanderia. Era tão fofinha que foi fotografada. No dia seguinte nada mais restava. Só havia um fiapo seco que nem de longe lembrava a belezinha do dia anterior.
Não tem como não lembrar daquele versículo: "É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena!" (Mateus 6:30)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Crianças...


Dia desses fui à padaria e, enquanto esperava meus pães serem ensacados, os 2 filhos do dono do estabelecimento (que deviam ter seus 10 anos) passaram por mim e saíram para a rua. Durante o trajeto, um dos rapazinhos arrotou em alto e bom som, ao que uma senhora que estava por ali rebateu:
- No céu não tem chiqueiro!
Eles riram. Riram...riram...acharam a coisa mais engraçada do mundo... os 2 meninos e a senhora se acabaram de rir...
Conclusão: falta de educação à parte, as crianças precisam de muito pouco para serem felizes.
Deve ser por isso que Jesus disse em Marcos 10:
"Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus."

sábado, 5 de dezembro de 2009

Esperança e Confiança


Acho que já foi mencionado aqui que o nosso bebezinho não chora mais de manhã, desde que tinha uns 2 meses de vida...
Basta o dia clarear, Su acorda e espera pacientemente que a mamãe venha tirá-la do berço para dar o seu café da manhã.
Enquanto espera, ela fica brincando com as ovelhinhas do seu kit de berço, amassando os paninhos, olhando o móbile, balbuciando consigo mesma e com suas descobertas. Mas ela não fica mais chorando enquanto espera. Ela SABE que a mamãe virá.
E a mamãe já demorou algumas vezes por motivos diversos. Mesmo assim o bebê continuou esperando pacientemente. A rotina já lhe havia mostrado que se há uma coisa certa, é que a mamãe VIRÁ.
Isso me faz pensar em como Deus deseja que seus filhos sejam como crianças. Que tenham essa fé simples e pura; fé que não se preocupa, apenas espera.
Deus quer que sejamos assim: que SAIBAMOS que Ele virá nos ajudar. Mesmo que demore. Mesmo que o dia já tenha clareado e Ele ainda não tenha aparecido. Ele quer que não percamos a esperança e a calma.
As experiências que temos com Deus e as respostas dEle nas pequenas coisas de todos os dias devem ser motivo mais do que suficiente para que tenhamos essa certeza sempre: Ele VIRÁ. Ele OUVIRÁ. Ele RESPONDERÁ.
E o nosso trabalho é DESCANSAR. NEle.

"Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele." (Marcos 10:14 e 15)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Notícias Ruins


A maternidade muda algo dentro de cada mulher... notícias que antes causavam uma pena de duração de alguns segundos agora causam mais: provocam uma espécie de aperto no coração que dá vontade de chorar e esse aperto dura dias e dias. Hoje vi no noticiário um acidente causado por um deslizamento de terra na rodovia Rio-Teresópolis, que ceifou a vida de um casal e seu bebê de apenas 6 meses... só escapou a avó da criança, que ainda vai ficar um bom período sorvendo esse cálice amargo, o cálice da lembrança e da saudade...
No começo de outubro, uma chacina no Sul com tiroteio atingiu uma mãe e um bebê de 5 meses que estavam passando de carro no local. Como deve estar essa família agora? Que noites de sono maldormidas essas pessoas devem estar enfrentando?
E quantas outras notícias têm nos bombardeado referentes às crianças?
Será que eu é que nunca havia reparado em como são constantes esses episódios ou será que realmente este segundo semestre de 2009 está mais desastroso?
Sabemos, como cristãos, que este mundo jaz no maligno... mas a maternidade traz um pouco de esperança de que as coisas vão melhorar um pouco, de que o mundo é cor-de-rosa... aí chegam essas notícias que nos chacoalham, nos comovem e nos fazem despertar para a realidade:
O Brasil precisa de oração, mais do que nunca... precisa de Deus. Urgente!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Passeios Feitos e Passeios Frustrados



Su tem um leve rosadinho nas bochechas... é da bochecha mesmo e é DNA do pai...rss
Sabemos que essa característica, assim como cor e tipo de cabelo, pode mudar com o passar do tempo.
O negócio é que ainda não conseguimos ver se, ao tomar um solzinho, ela fica vermelhinha como o pai ou moreninha como a mãe.
Isso se deve ao fato de que, até agora, a fofurice só deu DOIS passeios ao ar livre na longa vida dela de 53 dias. E das 2 vezes estava nublado!
Nos outros dias em que "tentamos" passear, desistimos porque estava chovendo...rs. Claro que ela já andou de carro ou fez percursos rápidos para tomar vacina e ir ao médico, por exemplo. Mas passeio, passeio mesmo, com intuito de exposição ao sol ou entretenimento...até agora, só dois.
Mas a gente não pode reclamar, não... temos que pensar assim: a gente se preparou tanto pra sair e choveu? OK... É que não era pra gente sair. Simples assim. Deus sabe o que faz e se Ele manda tempo ruim, algum objetivo há e isso é inquestionável.
Lembro-me de um texto que recebi por email há alguns anos e de que eu nunca esqueci. Aí vai uma cópia:

"Um dia, logo após o 11 de setembro, eu conversava com uma pessoa que era responsável pela segurança de uma empresa no World Trade Center.Com muita calma, ele me contou histórias de sobreviventes e todas continham pequenos detalhes. Como você talvez já saiba, o chefe de uma empresa chegou tarde, simplesmente, porque era o primeiro dia do seu caçula no jardim de infância. Um outro estava vivo porque era seu dia de trazer rosquinhas para o café. Uma mulher atrasou-se porque o despertador não funcionou. Outra porque ficou presa num congestionamento causado por um acidente. Um outro havia perdido o ônibus. Uma mulher teve que trocar de roupa porque derramou café. Alguém teve que atender a uma ligação. O filho de outro se demorou em sair da cama. Alguém não encontrava um táxi. Muitas outras histórias... Pequenos detalhes... contratempos... talvez, algum dia, seja escrito num livro.E aquele homem com quem eu conversava estava vivo porque naquele dia estava usando sapatos novos que lhe causaram uma bolha no pé e teve que parar numa farmácia para comprar um bandeide (Band-Aid - J&J). Hoje, quando pego um congestionamento de trânsito, perco um elevador, atendo uma ligação no momento de uma saída... pequenas coisas que me aborreciam, penso comigo... estou exatamente onde Deus quer que eu esteja neste momento. Que Deus continue a abençoar você com todos estes pequenos aborrecimentos que o faça lembrar de seus propósitos. Na próxima vez em que parecer que "se levantou com o pé esquerdo", seus filhos demorando em se vestir, não lembrar onde deixou as chaves do carro, pegar todos os semáforos fechados no caminho do trabalho, não fique triste, não se irrite, não se sinta frustrado, louve a Deus, e agradeça, porque Ele está cuidando de você. Nem sempre compreendemos os desígnios de Deus. Acredito que Ele queira sempre o melhor para nós, o difícil é ler suas entrelinhas..."


É sempre bom lembrar que Deus está no controle de tudo e é melhor deixar Ele resolver quando algo "fora do script" atrapalha os nossos planos humanos.
Foto do segundo passeio da Su...ao lado de sua futura universidade...rs

domingo, 9 de agosto de 2009

Relato do Parto



A minha gestação transcorreu bem até 39 semanas e 3 dias.
Engordei 15 kg (mais do que os 12 kg que a médica tinha recomendado, mas tudo bem - já que é pra ganhar quilos de qualquer jeito, se joga! - modo Magali ON).
De manhã fui ao consultório para o exame semanal de rotina e fiquei feliz porque tinha perdido 100g. Porém, minha pressão deu 13 por 9. Estranho, porque o normal para mim é ter 10 por 6 ou 11 por 6.
A médica escutou os batimentos cardíacos e estava 116 bpm. Segundo ela, deveria estar no mínimo 120 e ela mandou eu me internar para realizar mais exames.
Após horas esperando para fazer uma cardiotoco e uma eco e mais algumas horas internada na sala de pré-parto e deitada em decúbito lateral esquerdo (esse termo me perseguiu a gestação toda, pois eu gosto mesmo é de deitar do lado direito), a pressão baixou pra 11 por 7 e os batimentos do bebê subiram pra 140 bpm.
Achei então que estava tudo certo e fiquei esperando a médica me liberar. Tudo o que eu queria era alta e janta...(estava internada em jejum)
Qual não foi a minha surpresa quando a médica veio e disse que a melhor coisa a fazer era interromper a gestação o quanto antes para o episódio de subida de pressão não se repetir e o bebê não sofrer de novo.
Depois de meses me dedicando à academia e me preparando fisicamente pra ter um parto normal, depois de ir ao curso de gestante e saber passo a passo como proceder durante as contrações, depois de tudo o que eu tinha lido pra ter um bom parto normal, depois de me alegrar com o fato de que eu tenho esse quadril enoooorme e que ele ia mostrar sua utilidade finalmente (quadril grande não podia existir só pra atrapalhar na hora de comprar um jeans, né?), enfim, depois de tanta espera por um parto natural, essa notícia caiu feito uma bomba. Nem voltei pra casa, apenas troquei de quarto e fiquei esperando chegar a minha hora.
Tudo o que eu menos queria era cortar sete camadas de pele desnecessariamente. E no fundo eu achei que era desnecessário tudo aquilo. Wind ainda lembrou que poderíamos tentar induzir um parto normal, mas a médica foi irredutível e disse que a cesárea era o melhor a se fazer.
No dia seguinte de manhã a enfermeira foi ao quarto me buscar para fazer a cesárea. Fui chorando pro centro cirúrgico, pensando na frustração de fazer uma cirurgia que eu não queria. A enfermeira perguntou o motivo do choro, se eu estava com medo...e eu falei que não era medo, mas estava chateada por não fazer o parto normal. Ela se virou pra mim, me olhou como se eu fosse um ET e perguntou:
- Você QUER parto normal?
- Sim, quero...
Alguém merece viver em tempos em que o normal passa a ser anormal???
Bom, fui pra sala, já naquele modelito charmosérrimo de hospital, coloquei a touquinha e as meias e fui pra sala onde eu ia entrar na faca...rs
Lá a dra. falou comigo e me apresentou os 2 anestesistas. Uma era a dra. Giza, um amor de pessoa, muito atenciosa. O outro era um brincalhão, não lembro o nome dele, mas tentou manter o clima descontraído na sala.
Sentei pra tomar anestesia, a agulha entortou nas minhas costas e demorou pra fazer efeito...quando conseguiram, me deitaram rapidamente na maca. A essa altura a dra. Giza me pediu pra levantar as pernas, perguntou se eu conseguia levantá-las...
-É claro que consigo - pensei eu.
Doce ilusão. Nada se mexia. O efeito da anestesia foi subindo, subindo, até chegar à altura do estômago. Nessa hora foi horrível, pois senti muita vontade de vomitar, passei muito mal. Mas como eu estava em jejum há 12 horas, não tinha O QUE vomitar. Um tempo depois o mal estar passou e Wind entrou.
Foi tudo muito rápido. Perguntaram se eu estava ouvindo algum barulho, pois já estavam rompendo a bolsa. O barulho era estranhíssimo,parecia uma sacola plástica sendo cortada com estilete, mas era um barulho mais seco, que lembrava papel. Depois desse barulho veio o chorinho mais fofo do mundo.
Eu chorei sem nem ter visto nada. Aquele choro era o sinal que tudo tinha chegado ao fim. Logo alguém da equipe passou rapidamente com a Su e pudemos vê-la. Ela olhou pra nós. Wind estava entretido tirando fotos. Eu só chorava.
Depois colocaram-na perto da gente e alguém se ofereceu pra tirar uma foto de nós 3.
Após isso, Wind foi embora junto com o médico que segurava a Su; foram apresentar o bebê à família.
Eu fiquei um tempão sendo costurada (o que deve ter levado uns 40 minutos, acho) e depois quase 2 horas me recuperando da anestesia numa sala isolada com outras mamães.
Depois vieram 3 enfermeiras e me levaram "correndo" pelas rampas da maternidade até o meu quarto.
Uma parte muito ruim foi quando me transferiram da maca pra minha cama...é uma maneira muito bruta de transportar uma pessoa recém-operada...será possível que não inventaram ainda uma maneira mais suave de fazer isso?
Eu ainda vou inventar uma "pá transportadora" de doentes. E também uma pá transportadora de bebês, do colo ao berço...
Como é que não pensaram nisso antes? rs
Bom, voltando ao relato...não acaba por aí.
A anestesia levou praticamente 24 horas pra sumir totalmente. Até lá, haja malabarismos pra amamentar sem conseguir virar o corpo e sem conseguir usar uma das mãos (espetada com o soro). E a coceira pelo corpo todo, efeito da anestesia?
Eu me arranhei tanto que meu nariz descascou completamente.
Isso tudo aconteceu no dia do nascimento da Su.
Hoje eu entendo que a cesárea foi mesmo uma providência divina para o meu caso. Quatro dias depois, a pediatra da Su recomendou que não saíssemos de casa com ela e que não recebêssemos visitas devido à epidemia de gripe suína na nossa cidade.
No mesmo período, um número grande de gestantes começou a morrer nos hospitais devido à gripe. E as gestantes começaram a ser consideradas grupo de risco. Isso tudo apenas alguns dias após o nascimento da Su.
Hospitais começaram a proibir visitas. Pessoas começaram a procurar álcool em gel desesperadamente, o que acarretou na falta deste produto no mercado. Igrejas cancelaram cultos e células para evitar aglomerações.
E dias antes da bomba estourar pra valer, eu pude chegar em casa com tranquilidade e acomodar a Su em seu novo lar. E ainda pude receber visitas por uns 3 dias.
Obrigada, Senhor, porque os teus caminhos são mais perfeitos que os meus caminhos e os teus pensamentos são mais altos que os meus pensamentos! (Isaías 55)

sábado, 8 de agosto de 2009

O milagre



Aqui é o elemento esposa quem escreve...
Agora é hora de registrar o milagre que deu início à nossa família...

Em 2004, eu tinha 26 anos, 2 anos de casada e achava que já estava na hora de engravidar.

Mas eu tinha um probleminha muito chato chamado SOP (síndrome dos ovários policísticos). Em vez de menstruar 12 vezes por ano, eu menstruava apenas umas 5 vezes... sempre tive esse problema chato...
Minha ginecologista então tentou me fazer tomar um remedinho horroroso chamado CLOMID.
Pode ter servido pra muitas mulheres, mas ao menos pra mim, este CLOMID não prestou. A intenção era regular as ovulações. Além de não cumprir com o combinado, os efeitos colaterais que este medicamento me provocou foram os mais desagradáveis possíveis: espinhas colossais e doloridas no rosto que se assemelhavam a furúnculos, além de falhas no couro cabeludo decorrentes dos "tufos" de cabelo que caíam. Se ainda o remédio estivesse regulando alguma coisa, tudo bem, a gente podia agüentar as conseqüências com esperança...mas eu continuei loucamente desregulada. Depois de constatar que todo aquele sofrimento não serviu de nada, aposentei o CLOMID.

Nessa época desisti de engravidar por tempo indeterminado.

Em 2008 eu já estava com 30 anos... aí o relógio biológico apitou de novo...e voltei a falar com a ginecologista que estava na hora de engravidar... o que mais poderia ser feito?
Ela disse o seguinte pra mim:
"- Você não vai engravidar sem ajuda...", e tentou me fazer tomar de novo o terrível CLOMID.

Eu sabia que precisava regular a ovulação se quisesse engravidar antes dos 35. Mas a esse preço...
-Nããããão! Não existe outro remédio mais eficiente?
Ela respondeu:
- Olha, até existe, mas eu não trabalho com esse tipo de medicamento. Melhor você procurar a clínica de fertilidade X ou a Y... - e rabiscou os nomes das 2 clínicas em um papel. E me dispensou!
Tendo minha médica desistido de mim e passado o "abacaxi" pra uma clínica, pensei:
- Vou lá...não tenho nada a perder mesmo...
Alguns dias depois fui a um dos tais lugares...
A sala de espera me fez sentir mal. Era um lugar com revistas que só falavam em técnicas de fertilização e com os "preços camaradas" das tais técnicas. Assombroso.
Pra ajudar, o lugar era "sutilmente" decorado com várias estatuetas de mulheres barrigudas, estilizadas e de tudo o que é tipo e material.
Parecia aquele negócio de culto pagão aos deuses da fertilidade...credo...
Enquanto pensava nisso, o médico me chamou.
Óbvio que ele não quis me dar o tal medicamento alternativo ao Clomid. Antes disso me passou uma porção de exames pra fazer, entre eles a terrível HISTEROSSALPINGOGRAFIA.
Um exame que, de tão horroroso, até o nome dá medo...

Serve para injetar um líquido ardido (chamado “contraste”) nas trompas da mulher para saber se estão obstruídas. Se não estiverem, tudo bem: era só pra confirmar mesmo. E se estiverem, o próprio contraste desobstrui.
Ouvi falar de gente que fez o exame e engravidou em seguida porque as trompas estavam obstruídas e aí o problema foi resolvido.
Ou seja, seria tudo maravilhoso SE não fosse um exame extremamente dolorido.
Consultei algumas conhecidas que já passaram por isso e elas falaram horrores desse exame.
Resumindo: de julho até novembro, fiquei com a guia do exame guardada na gaveta e não me animei a fazer nenhum dos outros exames também.
Nesse período eu orei muito para que Deus simplesmente me poupasse de fazer esses exames, principalmente "o terrível".
Afinal, se o problema fosse o fato de que minhas trompas estavam obstruídas, Ele poderia desobstruir com uma única palavra. Eu não precisava fazer nada se tivesse fé de que Deus estava no controle de tudo, até do que estava oculto no meu corpo.
E com esse misto de fé em Deus e medo da dor do tal exame, não fiz nada e esperei que Deus agisse.

Orei a Deus e anotei a data em que larguei mão de querer estar no controle. Foi no dia 24-10-2008.

...
No primeiro dia de dezembro começou uma reviravolta na minha vida...
Acordei e vi que havia um inchaço estranho no pescoço, abaixo da orelha.. Só do lado direito. Era um caroço grande, dolorido e esquisito... Pensei logo que fosse caxumba. Doía muito quando apertava e pra engolir era um sufoco... fui ao pronto-socorro. O médico disse que provavelmente não era caxumba porque se manifestou muito rápido, disse que era provável ser uma infecção, possivelmente da garganta, que "escapou" para o gânglio ao lado e fez inchar... mas mesmo assim me passou vários exames de sangue e me receitou 2 remédios. Eu falei pra ele que não queria tomar remédios porque, pra variar, estava atrasada na menstruação e, apesar da chance ser mínima, eu poderia estar grávida. Ao ouvir isso, ele me passou um beta também. Então no fim da tarde voltei ao hospital para pegar os resultados. Deu:


negativo pra rubéola;

negativo pra mononucleose;

hemograma normal...e...

POSITIVO para gravidez!


Fiquei MUITO assustada, chorei, fiquei sem saber o que fazer e pra onde ir, afinal todos os ginecologistas que já tive foram enfáticos ao dizer que eu não ia engravidar sem ajuda, que eu precisava de tratamento... fora o fato de eu já ter aqui em casa aquela "coleção" de exames beta negativos... mas já que eu estava no hospital mesmo, voltei à sala de exames e falei que queria algumas explicações sobre os resultados. Marcaram outra consulta...e nessa consulta (minutos depois) o médico me parabenizou e já me encaminhou pra uma ecografia pra saber a quantas estava a gestação. Afinal se o meu atraso era de 3 meses, eu poderia estar grávida de semanas, 1 mês, 2 ou até mesmo 3 meses...vá lá saber...Tive que tomar água e esperar... Na ecografia o médico se espantou e perguntou por que eu estava ali, já que ele estava constatando que a gravidez era bem recente... só dava pra ver que era de 4 semanas.

Ou seja, ALGUNS DIAS depois de eu fazer aquela oração eu engravidei. Pela graça de Deus!


Expliquei a história ao médico e o motivo de estar fazendo aquele ultrassom e ele disse que, infelizmente, a gestação era tão recente que não dava pra ver nada. Ele explicou que só dá pra ver o embrião lá pela 6ª ou 7ª semana.
Nesse meio tempo, consultei-me com a ginecologista, que passou vários exames: de sangue, urina, fezes e a tão sonhada segunda ecografia . Corri pra fazer a ecografia que, no fundo, era a única coisa que me interessava fazer...rs
Chegou o dia e a médica disse que eu não estava de 6 semanas, como supunha. Eram 8 semanas! E finalmente eu vi o que queria ver: o embrião, seu coraçãozinho pulsando (163 bpm), a coluna vertebral sendo formada e a placenta começando a crescer.
Tudo isso em uma jujubinha de 14 mm! COMO ALGUÉM PODE ACHAR QUE DEUS NÃO EXISTE?
Deus, de uma forma que eu não esperava nem merecia, honrou minha "pitada" de fé, que estava salpicada sobre uma porção nada apetitosa de medo.
Obrigada, Deus, porque o Senhor tem em Tuas mãos o poder de vida e de morte. E com uma única palavra Tua, céus e terra são feitos, montes são movidos, uma senhora de 90 anos torna-se mãe, um exército pequeno derrota um grande, um menino derrota um gigante, bocas de leões são tapadas, o fogo não consome, trompas são desobstruídas (se é que era isso mesmo o meu problema - só Ele sabe. Se era, tá registrado aqui), ovários são curados, ossos são formados em oculto. Com uma única palavra Tua, o Senhor traz à existência aquilo que não existe! (Romanos 4:17)
Obrigada por tudo, Deus!