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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Novidades


Hoje de manhã fomos fazer o "teste da orelhinha". Su passou...se bem que não restava dúvidas...ela ouve, e muito bem! rs
Depois ela foi tomar a vacina BCG, a que deixa a marquinha no braço forever... e enfermeira disse que não dói...sei...sai sangue do bracinho, como que não dói? Ela chorou e eu chorei junto... que dó...

Agora acabamos de dar banho na Su...
É incrível, a gente passa muito mais tempo preparando a água, tirando e colocando a roupa do que dando banho propriamente...rs

O corte da cesárea abriu um ponto... Estou tendo que fazer curativo neste ponto todo dia, o que não precisaria se estivesse tudo ok... que chatice...
A médica falou que, se ficar vermelho em volta ou se eu tiver febre, é pra ligar pra ela... graças a Deus, nada disso aconteceu, mas é horrível ter um ponto aberto. Dói mesmo.
Isso pode ter sido causado por vários fatores: ou por eu ter pegado peso, ou por ter feito alguma força que não podia, ou por ter tossido muito ou espirrado.
Como eu espirrei forte dois dias depois da cirurgia (e espirro repentino não dá pra segurar...horrível), acho que foi por esse motivo...


Ainda não me acostumei com a nova vida... não consegui estabelecer uma rotina porque todo dia tem uma novidade diferente: um dia ela regurgita em todas as roupas, outro dia ela não regurgita nada... tem noites que ela fica em claro (e a gente também), outra noite ela acorda 2 vezes pra mamar, outra noite ela vai direto num sono pesado...um dia ela tem muita cólica, no outro não tem nada... enfim, cada dia tem sido muito diferente do outro.
A única coisa que não muda é: ela é muito, muito, muito gulosa...se eu deixar, ela fica pendurada no peito o dia inteiro, sem intervalo...
Wind brinca que devíamos mudar o nome dela pra MAGALI...rss


Às vezes eu olho a Su de longe e penso que vejo algo branco no meio dos lençóis... quando vou ver de perto, é o rostinho ela... precisa tomar um solzinho pra ver se fica morena como a mãe ou vermelhinha que nem o pai...rs

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hoje a Su...


...descobriu que pode se espreguiçar! hehe

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lágrimas


Ontem a Su chorou pela primeira vez com lágrimas.
Foi após o banho... que dó ver aqueles olhinhos molhados!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Primeiro Dia dos Pais...




- Bom dia, papai! Feliz Dia dos Pais! - dizia o elemento mãe, enquanto balançava o elemento filha no ar e afofava um embrulho brilhante.

O elemento pai acordou, abriu o embrulho, vestiu a camisa e tirou esta foto. O primeiro Dia dos Pais de Wind e Su.

domingo, 9 de agosto de 2009

Primeiros Dias


Nada, absolutamente nada do que me falaram sobre os primeiros dias com um bebê em casa se mostrou 100% verdadeiro para mim.
Muitos me disseram que o primeiro mês beira o inferno, que você enlouquece, que é um pesadelo. No meu caso não foi assim. Tive a felicidade de contar com ajuda da minha mãe, pai, tia, marido e eles aliviaram muito as tarefas da casa e os cuidados com o bebê.
Muitos me falaram que não sobra tempo pra nada. No meu caso não foi bem assim e justamente pelo motivo acima. A gente precisa otimizar mais o tempo, isso é verdade. Aproveitar 2 minutinhos aqui, 5 minutinhos acolá...
Outros me falaram que depois de um filho você não tem mais vida. Vamos combinar que não é bem assim, né?
Alguns me alertaram que eu nunca mais iria dormir. Também não é assim. "Dormir menos" não quer dizer "não dormir nunca".
Alguns chegavam a rir maliciosamente ao comentar que agora, sim, eu ia ver o que é sofrer...
Puxa, como tem gente que gosta de fazer da maternidade algo pesado, triste e com mais cara de castigo do que de bênção! E não é bem assim...
O primeiro dia em casa, por ser o primeiro, foi bem complicado porque uma nova rotina teria que ser estabelecida na minha cabeça e na cabeça da Su. E nós duas precisávamos de tempo pra nos acostumar com isso.
Esse tempo, eu creio que chegou no terceiro dia.
Antes disso EU me recusava a dormir para ficar prestando atenção na respiração dela, pra checar se estava tudo bem, pra analisar cada barulhinho que ela fazia enquando dormia.
Mas EU escolhia fazer isso. Era opção MINHA e não seria justo nem lógico eu culpá-la por eu não ter uma noite decente de sono. Mea culpa, mea maxima culpa...
Após o terceiro dia, já esgotada fisicamente, eu cheguei à conclusão de que o bom sono dela dependia apenas de Deus, não de mim. E que, se eu não cuidasse de mim primeiro, não poderia cuidar dela. Foi aí que me permiti dormir, tirar cochilos e descansar durante o dia.
A amamentação foi um processo demorado porque meu leite demorou a descer. Disseram que ia descer no terceiro dia... sei...ele desceu só no sétimo dia! Foi um desespero... Mas desceu e é isso o que importa. Até lá, ela ficou tomando complemento e não adiantava eu ficar me martirizando por causa disso.
Tive uma visão muito romântica do parto natural e dei com os burros n'água porque não aconteceu o que eu esperava. Após essa primeira frustração, vi ruir também a minha visão romantizada da amamentação. Não encaro a amamentação como um prazer porque não acho legal ficar olhando pro teto e pras paredes sem fazer nada. Eu podia ficar olhando nos olhos do bebê,acariciar sua cabeça, claro... mas ele pega no sono segundos depois de começar a mamar, ou seja, não rola aquele clima romântico entre nós... ele mama de olhos fechados quase o tempo todo e eu... fico pensando na morte da bezerra - rs.
Por outro lado, também não encaro a amamentação como um sacrifício nem como martírio. Até seria, se meu peito rachasse ou ficasse sangrando...o que não acorreu.
Ter pele morena tem o seu valor... não serve só pra pegar uma cor no verão, né? rs

A amamentação, pra mim, é um DEVER. Eu penso assim: gerei esse ser e agora é meu dever alimentá-lo. É minha obrigação biológica. É natural. É instintivo. Eu só acho chato que eu não seja capaz de alimentá-lo até encher o seu tanquinho... mas tudo bem, inventaram o complemento pra isso mesmo... não adianta chorar sobre o leite não-derramado (ui, essa foi modo infame ON - rs)...agora já me conformei.
Nem prazer, nem martírio. É um dever natural. Simples assim.

A primeira consulta ao pediatra foi triste porque a Su havia emagrecido. Já a segunda consulta foi ótima porque ela havia engordado bem e se recuperado. Uma vitória!
E aos poucos a Su foi entrando no "esquema" da casa. E todos sobrevivemos.
E você conclui que muitos aspectos da maternidade e da paternidade não são inatos nem brotam do nada. A maternidade se aprende. A paternidade se aprende. E a gente nunca para de aprender.

Relato do Parto



A minha gestação transcorreu bem até 39 semanas e 3 dias.
Engordei 15 kg (mais do que os 12 kg que a médica tinha recomendado, mas tudo bem - já que é pra ganhar quilos de qualquer jeito, se joga! - modo Magali ON).
De manhã fui ao consultório para o exame semanal de rotina e fiquei feliz porque tinha perdido 100g. Porém, minha pressão deu 13 por 9. Estranho, porque o normal para mim é ter 10 por 6 ou 11 por 6.
A médica escutou os batimentos cardíacos e estava 116 bpm. Segundo ela, deveria estar no mínimo 120 e ela mandou eu me internar para realizar mais exames.
Após horas esperando para fazer uma cardiotoco e uma eco e mais algumas horas internada na sala de pré-parto e deitada em decúbito lateral esquerdo (esse termo me perseguiu a gestação toda, pois eu gosto mesmo é de deitar do lado direito), a pressão baixou pra 11 por 7 e os batimentos do bebê subiram pra 140 bpm.
Achei então que estava tudo certo e fiquei esperando a médica me liberar. Tudo o que eu queria era alta e janta...(estava internada em jejum)
Qual não foi a minha surpresa quando a médica veio e disse que a melhor coisa a fazer era interromper a gestação o quanto antes para o episódio de subida de pressão não se repetir e o bebê não sofrer de novo.
Depois de meses me dedicando à academia e me preparando fisicamente pra ter um parto normal, depois de ir ao curso de gestante e saber passo a passo como proceder durante as contrações, depois de tudo o que eu tinha lido pra ter um bom parto normal, depois de me alegrar com o fato de que eu tenho esse quadril enoooorme e que ele ia mostrar sua utilidade finalmente (quadril grande não podia existir só pra atrapalhar na hora de comprar um jeans, né?), enfim, depois de tanta espera por um parto natural, essa notícia caiu feito uma bomba. Nem voltei pra casa, apenas troquei de quarto e fiquei esperando chegar a minha hora.
Tudo o que eu menos queria era cortar sete camadas de pele desnecessariamente. E no fundo eu achei que era desnecessário tudo aquilo. Wind ainda lembrou que poderíamos tentar induzir um parto normal, mas a médica foi irredutível e disse que a cesárea era o melhor a se fazer.
No dia seguinte de manhã a enfermeira foi ao quarto me buscar para fazer a cesárea. Fui chorando pro centro cirúrgico, pensando na frustração de fazer uma cirurgia que eu não queria. A enfermeira perguntou o motivo do choro, se eu estava com medo...e eu falei que não era medo, mas estava chateada por não fazer o parto normal. Ela se virou pra mim, me olhou como se eu fosse um ET e perguntou:
- Você QUER parto normal?
- Sim, quero...
Alguém merece viver em tempos em que o normal passa a ser anormal???
Bom, fui pra sala, já naquele modelito charmosérrimo de hospital, coloquei a touquinha e as meias e fui pra sala onde eu ia entrar na faca...rs
Lá a dra. falou comigo e me apresentou os 2 anestesistas. Uma era a dra. Giza, um amor de pessoa, muito atenciosa. O outro era um brincalhão, não lembro o nome dele, mas tentou manter o clima descontraído na sala.
Sentei pra tomar anestesia, a agulha entortou nas minhas costas e demorou pra fazer efeito...quando conseguiram, me deitaram rapidamente na maca. A essa altura a dra. Giza me pediu pra levantar as pernas, perguntou se eu conseguia levantá-las...
-É claro que consigo - pensei eu.
Doce ilusão. Nada se mexia. O efeito da anestesia foi subindo, subindo, até chegar à altura do estômago. Nessa hora foi horrível, pois senti muita vontade de vomitar, passei muito mal. Mas como eu estava em jejum há 12 horas, não tinha O QUE vomitar. Um tempo depois o mal estar passou e Wind entrou.
Foi tudo muito rápido. Perguntaram se eu estava ouvindo algum barulho, pois já estavam rompendo a bolsa. O barulho era estranhíssimo,parecia uma sacola plástica sendo cortada com estilete, mas era um barulho mais seco, que lembrava papel. Depois desse barulho veio o chorinho mais fofo do mundo.
Eu chorei sem nem ter visto nada. Aquele choro era o sinal que tudo tinha chegado ao fim. Logo alguém da equipe passou rapidamente com a Su e pudemos vê-la. Ela olhou pra nós. Wind estava entretido tirando fotos. Eu só chorava.
Depois colocaram-na perto da gente e alguém se ofereceu pra tirar uma foto de nós 3.
Após isso, Wind foi embora junto com o médico que segurava a Su; foram apresentar o bebê à família.
Eu fiquei um tempão sendo costurada (o que deve ter levado uns 40 minutos, acho) e depois quase 2 horas me recuperando da anestesia numa sala isolada com outras mamães.
Depois vieram 3 enfermeiras e me levaram "correndo" pelas rampas da maternidade até o meu quarto.
Uma parte muito ruim foi quando me transferiram da maca pra minha cama...é uma maneira muito bruta de transportar uma pessoa recém-operada...será possível que não inventaram ainda uma maneira mais suave de fazer isso?
Eu ainda vou inventar uma "pá transportadora" de doentes. E também uma pá transportadora de bebês, do colo ao berço...
Como é que não pensaram nisso antes? rs
Bom, voltando ao relato...não acaba por aí.
A anestesia levou praticamente 24 horas pra sumir totalmente. Até lá, haja malabarismos pra amamentar sem conseguir virar o corpo e sem conseguir usar uma das mãos (espetada com o soro). E a coceira pelo corpo todo, efeito da anestesia?
Eu me arranhei tanto que meu nariz descascou completamente.
Isso tudo aconteceu no dia do nascimento da Su.
Hoje eu entendo que a cesárea foi mesmo uma providência divina para o meu caso. Quatro dias depois, a pediatra da Su recomendou que não saíssemos de casa com ela e que não recebêssemos visitas devido à epidemia de gripe suína na nossa cidade.
No mesmo período, um número grande de gestantes começou a morrer nos hospitais devido à gripe. E as gestantes começaram a ser consideradas grupo de risco. Isso tudo apenas alguns dias após o nascimento da Su.
Hospitais começaram a proibir visitas. Pessoas começaram a procurar álcool em gel desesperadamente, o que acarretou na falta deste produto no mercado. Igrejas cancelaram cultos e células para evitar aglomerações.
E dias antes da bomba estourar pra valer, eu pude chegar em casa com tranquilidade e acomodar a Su em seu novo lar. E ainda pude receber visitas por uns 3 dias.
Obrigada, Senhor, porque os teus caminhos são mais perfeitos que os meus caminhos e os teus pensamentos são mais altos que os meus pensamentos! (Isaías 55)