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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gargalhadas de Sono


Ontem à noite Sussuquinha começou sua habitual sessão de "gargalhadas de sono" (gargalhadas que geralmente prenunciam um chororô). Logo depois destes cliques ela estaria enxugando as lágrimas da manha e, em seguida, lindamente adormecida neste frio de rachar que está fazendo por aqui...
Pérola do dia: Sussuquinha gosta de pegar no sono enrolando o cabelo da mamãe nas suas mãozinhas. Hoje ela resolveu pegar a franja da mamãe e soltou essa:
- Pequenininho cabelo!

sábado, 20 de agosto de 2011

"Né"/ Evolução na Frase/ Pérola


Sussuquinha agora está com mania de falar "né?"
Papai: - Agora nós vamos pra casa, né, Su?
Su: - Né, papai!

Su (falando com sua boneca): - Oi, neném, tidi bom? Vamo passiá... né, neném?

...................................................

E até ontem, pelo que a memória permite lembrar, ela falava igual ao mestre Yoda, personagem de Star Wars: com o verbo por último.
Se ela ia tomar vacina, depois da injeção, falava para todo mundo sobre a enfermeira:
- Dodói titia fez...
Ou se queria uma maçã:
- Maçã qué...
Agora a estrutura das frases ficou mais perto do usual, e com mais requintes:
Hoje mamãe estava dando uma fatia de queijo para ela. Com a faca, ao invés de quadradinhos de queijo, mamãe fez um recorte de uma estrela na fatia e deu para ela. Ela viu, pegou a estrelinha de queijo na mão, ficou encantada, chamou o papai para mostrar e falou:
- Mamãe deu itêla de quêzo!

Ao invés de "Mamãe itêla quêzo deu"
..........................

Agora começou a fazer vozes afetadas, imitando personagens ou seja-lá-o-que-for, sabe fazer uma voz hiperultramega aguda e usa quando lhe convém...

..........................

Sussuquinha tem pensamentos lógicos engraçados: se a barriga dela dói e faz barulho, é hora de se agachar, parar tudo e se concentrar para fazer o número 2.
Ontem mamãe estava trocando a roupa de Sussuquinha. E mamãe estava com muita fome. Então Sussuquinha escutou um "bolón bolónioionom" vindo da barriga da mamãe e chegou à brilhante conclusão:
- Mamãe cocô!
Mamãe explicou que não, o barulho era porque mamãe estava com fome, estava na hora da mamãe comer e... (lá veio um "bolón bolónioioim" de novo)
- Mamãe cocô!!!
Ok... Certas explicações ficam guardadas para mais tarde...:)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Palavras Fofinhas do Dia


- Totôdzo (gostoso)
- Fefía (Sofia, a boneca que mora na casa da vovó e que está passando uma temporada com a gente)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Choro do Quico/ Palavra Fofinha


Sussuquinha agora deu pra chorar o "choro do Quico" (o personagem do Chaves):

- Arúúúúúúúú! Grúúúúúúúúúúú!

E também deu pra chorar gritando... e pedir as coisas gemendo... e reclamar muito quando quer dormir e a gente acorda. E quando quer ficar acordada e a gente diz que é hora de dormir.
Em contrapartida, agradece as coisas que colocamos em sua mão, beija fazendo som: "hmmmmmá", ri empolgada e sai em disparada quando alguém toca a campainha e está ficando mais do que cinco minutos com enfeites no cabelo... :)
Hoje foi a vez dela dormir agarrada com a Sofia, boneca que ela pegou da casa da vovó.

Palavra fofinha da vez:

-Pabanas (pajamas)

domingo, 14 de agosto de 2011

Evoluções da Semana



Sussuquinha tem falado poucas palavras fofinhas porque a maioria ela já diz corretamente. Mesmo assim:

- Xetuto! (que susto!)
- palasso (palhaço)

Sussuquinha está viciada em um jogo que ganhou no seu aniversário, de encaixar e aprender números e cores. Praticamente todo dia ela pede para abrir o armário e aponta para o jogo, querendo brincar com ele.
A lembrancinha do seu aniversário foi um lápis com um enfeite na ponta. O enfeite vinha embalado em plástico transparente amarrado com uma fitinha e um cartão que agradecia a presença. Só o "corpo" do lápis ficava de fora do plástico. Hoje ela quis desenhar com o tal lápis e toda hora colocava o enfeite, com plástico, fita e cartão na boca. Aparentemente sem motivo. Até que depois de umas bocadas, ela se vira e fala:

- Ábi, mãe... pilulito!

Pior que, reparando bem, o lápis parece mesmo um pirulito... rs

Hoje foi também a campanha de vacinação e ela levou a "neném" junto com ela (uma bonequinha). Depois das gotinhas, carimbaram um Zé Gotinha em sua mão e também na mão da boneca... rs
Aliás, faz uma semana que ela está com mania de ir para a cama agarrada a alguma boneca. Primeiro foi com a Tasha de pelúcia que ela tem, depois com a "neném".
E hoje ela fez um passo-a-passo, demonstrando como trocar a fralda da "neném". Imperdível.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bronca de Hoje


Diálogo entre Papai e Sussuquinha:

P (com cara de brabo): - Pare de jogar o copo no chão A-GO-RA. Estamos conversados?
.
S (com cara de sapeca): - Convissados!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Por que Criar um Ambiente Bilingue


A gente vê de tudo neste mundo: brasileira que casa com gringo, tem filho fora do Brasil e fala português com a criança para ela poder falar com a família materna pelo skype ou quando visita o Brasil. Americanos que vêm morar no Brasil, têm filhos aqui e falam inglês com a cria para não perder as raízes. Casal de brasileiros que não fala inglês, mas coloca o filho em escola bilingue. Casal de professores de inglês que resolvem falar esse idioma em casa, mesmo morando no Brasil. Casal onde cada um fala sua língua nativa com o filho e que moram em um país que fala ainda outro idioma, fazendo com que o filho seja trilingue.
De qualquer maneira, crianças aprendem muito rápido e bem. O cérebro está zerado, o que entrar nele é absorvido e fixado. Num piscar de olhos.
A decisão de fazer de Sussuquinha uma criança bilingue começou quando ela tinha 6 meses. As vantagens são variadas: Mamãe trabalha em uma empresa onde mais da metade dos funcionários fala inglês. Existem muitos estrangeiros na igreja. Sussuquinha convive todos os dias na mesma sala que a Lauryn, americaninha que em casa só fala português com a mãe e inglês com a avó (que, por sinal, foi nossa madrinha de casamento). Na igreja, ela está sempre nos mesmos ambientes e salas que o Joey, também da idade dela e filho de americanos, que só fala inglês em casa. Sussuquinha tem um priminho americano, o Gabriel, que mora em Washington.
Uma escola bilingue custa DEZ vezes mais do que a escola onde Sussuquinha estuda. Sendo assim, a mamãe não fala em inglês com Sussuquinha por "metidice" ou por pedantismo, mas sim por pobreza mesmo... rs. É muito mais barato e prático simplesmente conversar com ela em outro idioma do que pagar cursos, escolas e intercâmbios por anos e anos.
Afinal, seja na escola (da quinta série em diante), seja na faculdade que ela escolher (quando precisar pesquisar livros e artigos em inglês), seja num programa de computador, seja na busca de um emprego, saber falar outro idioma é sempre bem-vindo.
E se ela quiser fazer pós, mestrado ou doutorado, saber inglês será obrigatório.
E se a mamãe, sabendo falar inglês, resolvesse trilhar o caminho mais fácil e falasse o bom e velho português, que é a língua nativa e não dá trabalho nenhum, com certeza, assim que Sussuquinha crescesse mais um pouco, perguntaria:
- Ô mãe! Você sabe falar inglês, por que nunca me ensinou?
Sendo assim, as vantagens superam em muitos as desvantagens, que até agora são duas:
1- Querer dar uma bronca ou falar algo muito emotivo e faltarem as palavras em inglês para isso...
2- Conversar com ela em ambientes onde ninguém mais fala inglês e as pessoas ficarem escutando com um ar de estranhamento; fica chato e constrangedor fazer isso. Dá impressão que estamos falando mal da pessoa que não fala inglês... fica chato...
Mesmo assim, o sistema OPOL (One Parent One Language) é o que tem dado muito certo aqui em casa.
Papai só fala em português com Sussuquinha; Mamãe só fala em inglês. Ela assiste a desenhos em português quando está com Papai e em inglês quando está com Mamãe. Ela já sacou o esquema e sabe exatamente O QUE deve falar COM QUEM. Isso com as pessoas com quem ela convive, lógico. Ela pede coisas em inglês para Mamãe e se Mamãe por qualquer motivo não pode atender, fala para ela pedir ao Papai. Na mesma hora ela chama Papai e pede a tal coisa em português.
Ela "lê" livros didáticos em inglês (que Mamãe lê para ela e ela decora as figuras), mas se quer mostrar algum desses livros para a Vovó, fala em português o que está em cada página; ela tem se mostrado uma ótima tradutora.
É muito interessante observar a separação que ela já faz, e isso muito antes dela completar 2 anos.
Até onde isso vai, não sabemos. Conhecemos pessoalmente casais que vivem o sistema OPOL e relatam que quando os filhos crescem, lá pelos 5 anos, escolhem um idioma de preferência. Mas o que as crianças aprenderam até então é suficiente para que não se esqueçam do idioma preterido. Fica guardadinho no cérebro.
E logo eles percebem a grande vantagem de falar mais de um idioma e voltam a se interessar por isso na adolescência.
Não sabemos o que vai acontecer com Sussuquinha, se ela vai rejeitar, se vai querer desistir, mas que ela vai poder tirar notas boas em inglês na escola, isso vai.
Já é um motivo que anima a não desistir e seguir em frente.

Copo de Gente Grande/ Palavras Fofinhas/ "pelêi nh cai"


Sussuquinha hoje cismou com um copo de plástico e quis tomar água nele. Ela geralmente usa um copo da marca Kuka, com válvula anti-vazamento.


Mas como ela cismou com o copo "de gente grande", vá lá. Até que se saiu muito bem, bebeu com gosto e não derramou na roupa... mas entre um gole e outro, andando pela casa, acabou derramando um pouco de água no chão, que é de taco... encerado.
Palavra fofinha da vez: "bôleifái" (butterfly).
Ontem ela saiu da escola, entrou no carro e falou: "Pelêi nh cai!"
A mamãe entendeu patavina e pediu para Sussuquinha repetir. Ela repetiu a mesma frase o caminho inteiro até chegar em casa. Deve ter falado "pelêi nh cai" umas dez vezes.
- Ahn? PELÊI? What is pelêi? - questionava mamãe...
Por fim, num gesto de piedade, ela, já impaciente, falou bem devagar: PE..LÊI..NH...CAI! (suspiro) Vinhão...
Como mamãe sabe que "vinhão" é "avião", finalmente uma luzinha acendeu:
- Plane in the sky? Ah, did you see a plane?
- Hahahahahhaaah! Pelêi nh!
Ela ficou radiante e depois se acabou de rir porque a mamãe finalmente tinha entendido que ela tinha visto um avião na saída da escola.
Detalhe: o papai ouviu todo o desenrolar da conversa, sabia que ela estava falando do avião e ficou na dele, dirigindo calado e só esperando pra ver no que aquilo tudo ia dar... rs

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mais Palavras Fofinhas e Cobranças


Sussuquinha falando:
- "tóbi" (strawberry)
- "caláun" (clown)
E agora deu para cobrar coisas de nós. Por exemplo, a mamãe não deixa ela andar só de meias ou descalça pela casa, onde moramos é frio e ela tem que estar com algum calçado. Acontece que mamãe, vira-e-mexe, anda descalça em casa. Então Sussuquinha já há tempos olha pra baixo e fala:
- Shoe, mommy! Shoe!
E só sossega quando a mamãe calça alguma coisa.
Hoje na hora do jantar colocamos a pitoca na cadeirinha e ela já exigiu:
- Cadê a mesa? (uma plataforma que encaixa no cadeirão e parece uma mini-mesa).
Nós íamos encaixar a mesinha, mas ela mal esperou se acomodar na cadeira e já foi cobrando... rs
E hoje, depois do banho, papai entrou sem camisa no quarto. Ela estava deitada na cama assistindo desenho, olhou e perguntou, com o mesmo ar de cobrança:
- Cadê a roupa, papai?
:)

sábado, 30 de julho de 2011

Evoluções & cia


Sussuquinha, 2 aninhos... no exato dia em que você fez dois aninhos, seu comportamento sofreu alterações: as birras foram elevadas ao cubo, as manhas aumentaram em gênero, número, grau e... volume. Exigências do tipo "hoje eu quero essa roupa com esse sapato e ponto final" se tornaram rotina. Você pensa que manda. E a gente não deixa você mandar. Por isso o clima fica tenso todas as manhãs... A gente nega que você use sandália no frio ou roupas que não combinem entre si e você se joga no chão, em protesto. A dependência repentina da chupeta mostrou-se assustadora (certamente levaremos bronca da dentista semana que vem).
Vivemos com uma esquisita ansiedade à flor da pele, de que os vizinhos façam um abaixo-assinado para nos expulsar do condomínio. O pior: se eles fizerem isso, eles têm razão... os decibéis do reino dos Alves Lis têm aumentado terrivelmente.
Além de tudo, você tem preferido fazer manha em alta voz em horários nada apropriados: de manhã cedo ou tarde da noite. Eu, no lugar dos vizinhos, não aguentaria. A gente nunca faz o que você quer, mas você continua chorando, esperneando, gritando incansavelmente, achando que com isso conseguirá algo de nós. Ficamos firmes e não cedemos, mas nossos ouvidos sofrem. Os nervos ficam em frangalhos. Só a chupeta abrevia os gritos. Justo agora que queríamos jogar todas as chupetas fora... A dentista vai nos pegar pelo colarinho...
No entanto você tem chorado bem menos em horas de real aperto (por exemplo, a vacina de reforço contra hepatite A que você tomou hoje - foi um momento digno de nota. Você chorou só um pouquinho e logo esqueceu a dor).
Ama pegar o garfo e comer sozinha, mas como demora muito, mamãe lança mão de um garfo auxiliar e vai dando comida simultaneamente. Mesmo assim, você não tem comido grandes volumes de comida. Detesta ter que parar de brincar para comer.
De tanto tomar remédios e vitaminas em seringa, esses dias você pegou uma seringa de brinquedo e colocou na boca de uma boneca, e não no bumbum, como seria esperado.
Ama brincar no escorregador e fazer bolinhas de sabão.
Bate altos papos com a vovó pelo telefone.
Para você só existem 3 dvds no mundo: Peppa Pig, Pocoyo e Luluzinha.
Gosta da hora da "história", o devocional que fazemos após o jantar.
Acha que a palavra "Deus" é uma resposta pronta para tudo, porque no final da historinha do dia, sempre existe uma série de perguntas sobre a lição, do tipo:
"Quem criou o céu?"... Deus!
"Quem dá comida aos animais?"... Deus!
"Quem faz as plantas crescerem?"... Deus!
Então para qualquer pergunta do devocional, você agora acha que tem que responder "Deus". E saem coisas assim:
"Mamãe mandou Mariazinha arrumar o quarto. O que ela está fazendo?"
"Deus!"
"Joãozinho fez manha para a mamãe. Você alguma vez já fez manha?"
"Deus!"
"Deus nos dá água. Você já disse 'obrigado' a Ele por isso?"
"Deus!"

Na igreja, saiu do Berçário 2 e foi "promovida" para o Maternal. No fim do culto, já saiu da salinha com um desenho do Bom Samaritano e um coração de papel no palito.


As palavras corretas têm se multiplicado e as fofinhas tem rareado:

- Mônkaka (Mônica, que você fala faz tempo, mas só agora lembramos de registrar)
- pológui (pierogi)
- Dôui (Joey, amiguinho da igreja)
- Lálin (Lauryn, amiguinha da igreja e da escola)
- cãsseguiu (conseguiu)