quinta-feira, 28 de abril de 2011

Devocional Infantil


Estamos tentando instituir um momento devocional em casa para Sussuquinha. É um desafio. Ao mesmo tempo que parece que já passou da hora de começar (já vi blogs de mamães que tentam fazer devocionais com filhos de 1 ano e meio, e com sucesso), também parece que é muito cedo para ela se concentrar em algo que exija atenção, ou que é cedo para passar conceitos de Deus sem mostrar nenhuma figura de Deus. Afinal as crianças parecem ser tão visuais em tudo, como dizer "Deus" sem apontar para alguém ou para alguma direção? E ao apontar para o alto, pode ela confundir o nome com a palavra "teto", "alto" ou "céu"?
Filosofar sobre isso vai longe...
Por outro lado, se não começar cedo, vai se começar quando, né?
Então vamos que vamos... é melhor tentar do que se acomodar.
Existe um livrinho muito fofo chamado "Toddlers Devotions" que uma amiga comprou no Havaí e nos emprestou. Parece que não tem versão em português, é da editora Chariot Victor Publishing, autor V. Gilbert Beers.
O livro vem com 28 historinhas. Cada uma delas dá para contar no máximo em 2 minutos e tem uma oração de 2 frases do fim da lição.
Devocional em 2 minutos? Rá! Que fácil! - pode-se pensar...
Fácil? ha-ha-ha...

Segunda-feira: Sussuquinha se impacientou no meio da lição e foi um sufoco segurá-la. Lição: sobre o vento... o vento faz várias coisas: impulsiona a pipa, estufa o casaco, leva um chapéu de um homem na rua, mas não se pode ver. Assim Deus também faz várias coisas, mas não pode ser visto.

Terça-feira: Sussuquinha prestou mais atenção à lição, mas ainda se dispersava muito. Lição: A menininha tem que arrumar seu quarto, que está bagunçado, e sua mãe ajuda a colocar cada coisa em seu lugar. No final agradecem a Deus pelo quarto limpo e arrumado.

Quarta-feira: Sussuquinha continuou dispersa na lição, mas respondeu às perguntas no final com certa rapidez. Está ficando mais tempo com os olhos fechados na hora de orar. Lição: Questionamentos sobre quem fez as árvores, as borboletas, as minhocas e os bebês. Foi Deus. Deus é o Criador das coisas. (como parece difícil passar o conceito de "criar" algo para uma criança dessa idade - só Deus mesmo).

Quinta-feira (hoje): Prestou atenção na lição, mas ficava impaciente a cada página. Na hora da oração, porém, fez tudo certinho. Lição: Um pai planta algumas sementes com os filhos e as crianças aprendem que precisam esperar a ação do sol e da chuva na terra para que as flores brotem. Agradecer a Deus por fazer a semente brotar e virar flor.

Resumo da ópera: é preciso insistir! Em um primeiro momento, parece que nunca vai dar certo, até vem o questionamento: "será que estou fazendo a coisa certa?"... mas comparando o comportamento dela entre a primeira e a última lição, dá para perceber a evolução, sim.
Sempre lembrando que, se Deus não estiver à frente, nada disso funcionará. Isso faz lembrar de um Salmo maravilhoso (127) que explica exatamente isso:

"Se o SENHOR Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o SENHOR não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando.
Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo.
Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção.
Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado.
Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal."

Palavras Fofinhas


Registrando palavras fofinhas antes que se aperfeiçoem e se percam na memória:

- fanfêinta (elefante)
- malina (Maria)
- sáda (Zoda, a gatinha da tia Maria)
- balassa (bolacha)
- mamata (Peixonauta)

Dica Finesse do Dia - Mães e Crianças


Texto de Danuza Leão, humorado e cheio de piadinhas (polêmico até), falando sobre a aventura de educar uma criança...


Mães e crianças costumam provocar uma mistura explosiva sob todos os aspectos. Mães e crianças costumam aborrecer até a mais aveludada das criaturas. Tem quem goste de conviver com o zigue-zague emocional das mães e com o foguetório constante dos pequerruchos. Pois é. Talvez tenha sido por isso que nascemos com altas dosagens de tolerância, paciência e abnegação. Cuidado: virtudes têm limite. Mães e crianças, não.

Mães: geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc. Não sejam preguiçosas. Claro, é mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem, ensinem, e comecem cedo, para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para ter só na frente de
visitas. Seja rigorosa. Eles vão te odiar às vezes. Você vai querer esganá-los frequentemente. Faz parte, entre pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.

Nunca me esqueço da história daquela mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o futuro aluno estava com três meses de idade, ela respondeu: "talvez já seja muito tarde".

Não morra de vergonha se seu filho deu um vexame na frente de seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate nenhuma criança como se ela fosse uma débil mental. Elas entendem tudo. Use sempre um bom vocabulário, isso aumenta a capacidade linguística das crianças. E não fique para morrer de culpa, se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pôde ser cumprida etc. Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las, quando no decorrer da vida elas (infelizmente) acontecerem.

Eu adoro meus filhos. Você deve adorar os seus. Mas nem por isso a gente deve abrir a carteira e mostrar aquela foto pequenininha, em que todas as crianças são absolutamente iguais. E foto de bebês? Não vamos obrigar o nosso próximo a dizer "que gracinha", ok?

Ensine, obrigue seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta para a cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. A lista não teria fim, porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:

· não sair para se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças, até uma certa idade, fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ao lado, patrulhando as boas maneiras.

· não deixar cair um grão de arroz sequer na mesa.

· não encher demais o prato. Se encher, que coma tudo.

· usar sempre o guardanapo.

· a partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenha exagerado. Sete.

· pedir licença para se levantar quando a refeição terminar. Para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café, um suplício.

· não bater a porta do quarto com estrondo, nem quando brigar com o irmão.

· ficar mudo, estático, dentro do elevador.

. não chamar a amiga da mãe de tia. Aliás, não chamar ninguém de tia, a não ser as tias de verdade.

· sentar à mesa devidamente penteados, mãos limpas.


Elas gostam de passar no espaço de 15 centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três, colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto etc. E tudo aos gritos. Penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano. É a idade da guerra dos travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache estranho se um de seus amigos não curtir tanto quanto você essa fase tão adorável de seus filhotes. Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência para aguentar o que elas frequentemente aprontam.

O problema de relacionamento entre crianças e adultos é uma questão de energia vital. Enquanto certos adultos adoram preguiçosamente prolongar uma refeição batendo papo, as crianças ficam indóceis. Se são obrigadas a ficar, começam a despejar sal na mesa, quebrar palitos e botar dentro do saleiro, mostarda na Coca-Cola etc. Daí a razão de separar as crianças dos adultos na hora das refeições.



Mas os pais combinam com alguns amigos que têm filhos mais ou menos da mesma idade, e vão enfrentar a guerra. As crianças, é claro, não se simpatizam nem se olham. Falar, nem pensar. Os adultos, já grilados, redobram as atenções, ninguém come em paz. Clima tenso. Como as crianças comem pouco e depressa, ficam impacientes para se levantar da mesa. Os pais, aliviados, concedem a permissão. Pensa que está tudo em paz? Aguarde.

O filme continua. Seis ou sete crianças se juntam imediatamente às 347 das outras mesas e começam todas a brincar no meio do restaurante. Se tiverem levado patins, skates, pranchas de surfe, melhor ainda. Fica aquela churrascaria animada, picanhas sangrando nas camisas dos guris, gritos lancinantes, algazarra geral. Um garçom não muito paciente poderia até assassinar uma delas com o espeto. Perigoso e nada impossível. Mas uma das crianças não enturmou, nem nessa hora. Vai ficar na mesa, com a cabeça recostada, dizendo, de dois em dois minutos, "quero ir pra casa". E torna a repetir, bem devagarzinho, "quero ir pra casa". Resultado: desestabilização emocional de todos os presentes.

Bom, por que falei tudo isso? Simples. Para que todos compreendam, numa boa, que juntar crianças com adultos não costuma dar pé, que isso é natural e não há por que dramatizar.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo o que não deve - e muito mais. Netos costumam adorar avós - digamos - fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas, nas crises de caretice dos pais. Cruel? Não, apenas verdade. E mais. Isso é que faz o equilíbrio da vida.

Dica Pais & Filhos do Dia - Playground Seguro

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Biada", "Ixenxa", "Chegou"


Sussuquinha continua se jogando no chão (silenciosamente a princípio, uma lady...rs) e fazendo birrinhas aqui e acolá, mas no geral está um primor de educação que só vendo. Se alguém lhe faz um favor, pequeno que seja (abrir uma porta, por exemplo), responde "biada". "Ixenxa" quando quer passagem já virou hábito arraigado... e agora a novíssima palavra "chegou", que adquiriu desde ontem.
Mami Lu chega em casa e ela, à porta, exclama: "Chegou mamãe!"
Também pede "fângo" (frango) e identifica o "pôco" (porco).
É ou não é pra apertar e morder muito?

Dica Finesse do Dia - Convivência em Casa


Dicas bem-humoradas de Danuza Leão para viver o melhor possível com alguém debaixo do mesmo teto:

Talvez fosse mais simples obrigar um tamanduá a dividir a mesma toca com uma ariranha do que encontrar o segredo da convivência mútua entre os tais humanos. Morar junto é padecer num paraíso ou pisar em ovos constantemente. Morar junto pode ser glorioso.

Claro que é complicado. Um gosta de gato, o outro de cachorro. Um come carne vermelha, o outro só come peito de frango. Um gosta de Nova York, o outro de Paris. Um adora cinema, o outro só vai a teatros. Não é fácil, temos que admitir. E como fazer? Alguém vai ter que ceder, claro. Por que não você?


Nunca fale mal do seu parceiro com ninguém. Casais devem jogar no mesmo time.

Humilhar a pessoa com quem se vive é, para além da discussão sobre os sentimentos, muito, muito mal educado.

Elogie sua mulher, sua namorada. O vestido, o penteado que ela mudou.

Se você vai fazer uma plástica, é aconselhável que, na volta do hospital, um dos dois vá passar uma temporada em casa de amigos, ou num hotel. Só apareça quando a derradeira mancha roxa já tiver desaparecido. Nada do marido participar da sessão-
curativos, sabendo de pormenores tipo onde puxou etc. Enquanto espera, namore pelo telefone, é uma total delícia.

O rímel, na manhã seguinte, transforma-se em grande inimigo da mulher. Em compensação, óculos escuros são grandes aliados. Durma sempre com eles na mesa de cabeceira. E uma máscara, no caso do outro gostar de ler antes de dormir.


Tenho uma amiga que põe o alarme do seu microdespertador para soar 15 minutos antes do amado acordar. Esse despertador toca tão baixo que só o coração de uma mulher apaixonada consegue ouvir. Aí, ela penteia os cabelos, dá um jeito no rosto, escova os dentes (só com água, para não dar bandeira), volta para a cama e finge lindamente que ainda está dormindo. Supergracinha, ela fazer tudo isso. Mas também esse homem deve merecer, não é mesmo?

Nada mais insuportável do que mau humor matinal. Pior só mesmo bom humor em excesso, aquele que já acorda de bem com a vida, brincando e cantando no chuveiro. Que tal um pacto de silêncio durante os primeiros 60 minutos depois de abrir os olhos, até voltar ao normal?

Dormir junto é ótimo. Acordar junto, nem tanto. Só que ainda não foi descoberta a solução desse problema.

Capítulo louça suja na pia. São dois pratos, dois garfos, duas facas, dois copos. Tão mais fácil lavar do que discutir a igualdade dos sexos. Antes do ataque feminista: você não lava um pratinho, com o maior prazer, para sua irmã, seu
filho, seu amigo? Por que não o do homem que você ama?

Mas se foi o homem quem sujou o tal pratinho, ele também pode passar uma aguinha e deixar tudo em ordem. Afinal, sua amada não é nem sua escrava nem sua mãe.

Morar junto exige manter a geladeira em ordem. Compre recipientes especiais para guardar as coisas. Melhor: faça como os europeus. Compre hoje apenas o que vai comer hoje. Assim vocês terão tudo sempre fresco e sem aqueles horrores de sobrinha de arroz, sobrinha de um legume, sobrinha de sei lá o quê. Separe numa prateleira os doces, as frutas. Na outra os molhos. Organize, tenha orgulho da arrumação de sua geladeira.

Por maior que seja a intimidade (e morando juntos costuma ser bem razoável), calcinha e sutiã na cozinha não dá. Nem cueca. Aliás, nem morando sozinha: apenas uma questão de estética.


Façam o possível para que cada um mantenha um canto só seu, mesmo que esse canto seja mínimo. Procure cada um conservar seus amigos, prazeres e atividades, sem aquela de ter que compartilhar tudo com o parceiro. Não abra mão de ter sua vida própria, passeios, almoços, amigos, cinema, cooper, o que for. Isso não deve ser computado como vida secreta, são apenas prazeres pessoais que qualquer pessoa tem o direito de ter. Mesmo em casa, tenha atividades só suas: armar um puzzle, limpar o som, costurar, ouvir música, qualquer coisa.

Aviso às mulheres que fogem da cozinha: aprendam alguma receita, ponham o nariz nas panelas, é uma delícia.

Aconteceu. O que pode acontecer, com duas pessoas que moram junto, namoram, convivem, ou são apenas amigas: um desentendimento, uma rusga, um malentendido, o que for, com ou sem razão, culpa de um ou de outro. Mas vocês se entenderam, se desculparam, se perdoaram. Então, regra de ouro: não se fala mais no assunto. Nunca
mais, entendido?

Torne sua casa o melhor lugar do mundo. Falta de dinheiro? É desculpa. Você sempre poderá fazer alguma coisa para melhorar, embelezar, mesmo com pouca grana. Que ela seja o lugar onde você chega sempre com grande prazer, onde se sente melhor, protegida de tudo e de todos.


Banheiro


Seja na cása de sua maior amiga, no avião ou em sua própria casa, deixe o banheiro impecável, ao sair. Nenhum vestígio de sua presença, aja como se tivesse acabado de cometer um assassinato. Só não se preocupe com as impressões digitais.

Enxugue a pia e a banheira por dentro, assim que terminar de usá-las. Lave o sabonete e cuidado com aquela espuminha hedionda que costuma ficar.

Tire qualquer fio de cabelo da escova, nem que seja apenas um.

Esprema o tubo de creme dental do fim para o começo. E feche depois de usar.

Nunca deixe o tapete amarfanhado, estenda-o em algum lugar.

Se raspar a perna ou fizer a barba e a água acabar, limpe tudo, nem que seja com saliva. Vai demorar, mas é o único jeito.

Dica Pais & Filhos do Dia - Pequenos Ferimentos