domingo, 30 de outubro de 2011

Evoluções e Pérolas


Ontem Mami Lu estava passeando na rua com Sussuquinha no colo. Um homem passou por elas e esbarrou em Sussuquinha. Então ela falou:
- Cuidado, tio!

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Hoje Sussuquinha ficou sozinha na classinha da igreja. Não precisou da companhia do papai nem da mamãe para participar do cultinho.

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Hoje Sussuquinha ganhou da vovó uma boneca que espirra. A boneca soltou um "atchim" e ela falou:

- A boneca tá saúde!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Fase do Grude/ Palavras Fofinhas

Sussuquinha está numa fase em que pode perfeitamente brincar sozinha por muitos minutos. Mas ela não quer. Ela faz questão que ou o papai ou a mamãe estejam no mesmo recinto em que ela está brincando, mesmo que ela esteja brincando efetivamente sozinha. Ela quer um guardião por perto. Muitas vezes ela exige que os dois fiquem com ela. E se por acaso resolvemos distraí-la com alguma coisa e saímos de fininho, ela vem atrás imediatamente, resmungando e chamando para voltar.
Esse grude começou agora, porque até pouco tempo atrás, ela ficava alguns minutinhos brincando sozinha no quarto.
Também já faz umas 2 semanas que ela deschupetou de vez. Só em casa. A técnica: simplesmente paramos de dar. Até que foi relativamente fácil, apesar do choro dos primeiros 2 dias. O problema é que ainda dão na escola na hora da soneca. Quando fizemos menção de parar de mandar a chupeta para as professoras, elas disseram que por enquanto não podemos deixar de mandar para a escola, para elas terem nas horas de emergência. Mas pelo menos em casa acabou. Ela já nem pede.
Agora é só esperar o tempo firmar para desfraldar de vez. Ela já está perfeitamente pronta, mas com esse tempo frio que ainda faz, fica mais complicado e na escola também pediram para deixar o desfralde para o tempo quente... isso que estamos no horário de verão... mas que verão? Aqui ainda não fez um tempo quente firme.
Coisa interessante: ela sempre assistiu videozinhos do alfabeto e hoje apontou para a camiseta da mamãe onde estava escrito "Sing". Ela apontou para e letra "i" e falou "igloo". Isso porque na música do videozinho, falam "I is for igloo". Depois falou "hat", acredito que se confundiu "n" e pensou que fosse "h", pois o "n" na camiseta realmente tem uma perninha alta... e cantam "h is for hat".

O videozinho a que ela assiste desde bebezinha e ama até hoje é esse:



http://www.youtube.com/watch?v=BELlZKpi1Zs

Palavras fofinhas:
- ópatcha (octopus)
- télf (twelve)
- catôsse (quatorze)

domingo, 23 de outubro de 2011

Caminha/ A Fase da Possessividade


Ontem vovó baixou o último nível do berço de Sussuquinha, que virou uma caminha. Ela gostou da novidade, principalmente de subir e descer da cama o tempo todo.
Sussuquinha comemora seus 27 meses com toda a pompa, começando a fase do "Meu", "É meu" e outras frases similares, acompanhadas, é claro, de pitis. Também possessividade com a mamãe, quando mamãe resolve conversar com alguém que não seja ela. Começou a mania de tapar a boca da mamãe para ela parar de falar com as pessoas...
Quando faz alguma coisa que dá certo, ela olha para os outros e fala:
- Viu só?
Palavra fofinha:
- chup (catchup)

sábado, 22 de outubro de 2011

Tlinteôto e Sete!


Esta semana foi toda uma doideira. Sussuquinha teve febre na madrugada de terça e fomos ao médico na quarta e na sexta. O mesmo diagnóstico de sempre. É como ver uma reprise de um filme antigo: vitamina C, antibiótico, inalação, umidificador na madrugada, uma festa. Isso que estamos no horário de verão... Que verão?
Então, passamos os dias medindo a temperatura de Sussuquinha de tempos em tempos. 38,1... 36,9... 35,5... e Sussuquinha, muito atenta a tudo, agora resolveu discutir com a gente quando nos ouve conversando sobre a temperatura dela:

Papi Wind: - Com quanto ela está?
Mami Lu: - Trinta e oito e um.
Sussuquinha: - Não! Tlinteôto e sete!

Agora, de onde ela tirou esse número, não sabemos. Pois ela não teve esta temperatura desta vez e já fazia 3 meses que ela não tinha febre. Então de onde ela tirou esse exato valor, é um mistério...

Agora o termômetro virou brinquedo e ela fica toda hora caçando o dito cujo na prateleira do quarto... quando acha, ela se apodera do objeto, coloca embaixo da roupa, espera apitar, olha o resultado com a maior cara de entendida no assunto e declara:
- Tlinteôto e sete!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novas Manias de Sussuquinha


- Ficar se fingindo de vesga;
- Ficar rodando em torno do seu próprio eixo até ficar tonta;
- Ficar segurando o riso.


Frases fofinhas:

- pála cum isso;
- muxá (almoçar).
- dimovo (de novo - essa já é velha, mas só lembrei de anotar hoje)
- ragu (rasgou)
- képitchu (temperature)

E hoje ela resolveu dar bronca na mamãe. Colocou uma toalhinha no peito da mamãe, apontou o dedinho e falou:

- Num pode molá rôpa! Num pode! Ki côssa! Falá su papai!

sábado, 15 de outubro de 2011

Ensinar Ética aos Filhos


Gostei bastante deste artigo da psicóloga Ceres Araújo, que escreveu neste site do portal UOL. É sempre bom refletir a respeito de dizer "não" aos filhos. E aguentar firme vendo a frustração que se apresenta em seguida, mesmo que doa...

Por que e como ensinar ética aos filhos

Vivemos em uma época tão rica em tecnologia e tão pobre em ética. Estamos criando "super bebês" e "super crianças", nascidas na era digital, precoces no seu desenvolvimento, ávidas de novidades, ligadas a muitos estímulos ao mesmo tempo e também capazes de muitas ações simultaneamente. Nossos filhos têm seus cérebros formatados pelas ricas experiências que estão vivendo, pois o cérebro é uso dependente. Ou seja, é uso dependente no sentido de que as redes neuronais se formam em função das experiências de vida. Assim é vivendo a vida, é processando estímulos repetidamente que as cadeias neuronais vão se fixando. Isso em todas as idades.

Nesse sentido, eles são muito diferentes de seus pais e de seus avós e bisavós. Cumpre incluir esses últimos, pois a idade média de vida tende a aumentar e o convívio entre quatro gerações passa a ser algo frequente. As diferenças na forma de viver a vida são progressivamente cada vez mais marcantes.
Entretanto, princípios, normas e regras de conduta sempre foram e continuarão a ser o que distingue a humanidade no ser humano e continuarão imprescindíveis para sempre. Ética e moral são adquiridas e não inatas, são próprias do homem que cria uma natureza moral sobre a sua natureza instintiva. Uma pessoa só é ética quando se orienta por princípios e convicções.

É função inalienável dos pais transmitirem uma conduta ética a seus filhos. Ética é uma matéria que faz parte do aprendizado de vida, na qual os pais devem ser os melhores professores.

Então, como se ensina ética? Ensina-se aquilo que se tem e aquilo que se é. O que vai ser transmitido para os filhos não é o que se origina de um discurso verbal, mas sim o que se é e como se age. Sabe-se que a criança é um perfeito sensor para captar o que se passa na mente dos pais.

A colocação dos limites adequados às atuações da criança é uma das formas importantes para se ensinar conduta ética. O "não" é um organizador fundamental da vida psíquica e necessário para que a criança se desenvolva. Receber "não" significa ter que lidar com frustração, adiar satisfação de necessidade e entreter tensão interna. Além disso, esse mesmo "não", serve também para que a criança aprenda, por insistir no seu intento, alternativas inteligentes e aceitáveis para obter o que ela deseja. Aprende, assim, a controlar impulso, a regular as emoções, a desenvolver inteligência e o respeito pelo outro.

Como a psicologia vem demonstrando, em inúmeros artigos publicados, limites fazem bem e são fundamentais para que o ser humano cresça forte e feliz. Uma criança que vive sem os limites adequados não se transforma em um homem íntegro e livre como se acreditou, ingenuamente, décadas atrás. Ao contrário, se transforma em alguém inconsistente, desorientado e dependente. Por quê?

Porque a criança que apenas recebe sim, não precisa fazer confrontos, não precisa exercitar sua inteligência para buscar alternativas para conseguir o que quer, não precisa lutar para convencer os pais de que ela está certa. Tudo é possível a priori e isso a faz fraca, muitas vezes uma tirana em casa e uma covarde fora de casa, pois não teve chance de verdadeiramente lutar pelo que queria e que foi impedida. O confronto com os pais prepara a criança para os confrontos da vida. A criança enfrenta os pais para conquistar autonomia. Essa batalha precisa ser gloriosa, logo os pais têm que ser fortes, senão não tem valor a luta. Primeiro com birras (onde ela tem que perder para os pais) depois com argumentações (onde pode ganhar muitas vezes). A criança e o adolescente vão lutando para se afirmar, para ganhar autonomia. Quem não passa por isso não sabe o que quer e fica dependente da posição, da colocação do outro, ou para se submeter ou para fazer o contrário, por não ter desenvolvido referenciais próprios.


Nascida ligada ao mundo dos instintos e impulsos, a criança precisa aprender a transformar impulsos em afetos discriminados e essa é uma tarefa que perdura durante toda a infância e mesmo durante a adolescência. Gostar, amar, querer, ser gentil, generoso e tolerante co-existem ao lado de odiar, detestar, ter inveja, ciúmes, etc. Porque não se trata de pregar a velha ética, na qual se exigia que o homem devesse ser bom, nobre e sempre ativo e disponível a servir, seguindo os valores éticos de piedade, fidelidade, coragem e racionalidade. O ideal da velha ética era a perfeição e todos os componentes negativos do ser humano deveriam ser reprimidos e suprimidos. A ética segue o processo histórico e a nova ética é a do homem contemporâneo, que se confronta com a pluralidade de sua natureza e reconhece seus atributos positivos e negativos, suas qualidades e suas limitações e que muitas vezes se vê inseguro quanto a seus valores.
(Com este parágrafo acima discordo parcialmente; a "velha ética" ainda parece surtir mais efeito em certas ocasiões dos "tempos modernos".)

É justamente pela integração do lado primitivo da sua natureza que o ser humano ganha tolerância e o sentimentos de pertencer à sua espécie, solidariedade e responsabilidade coletiva. Respeito pelo outro e respeito a si mesmo são condições determinantes para um comportamento ético.

Assim, não se trata de ensinar ao filho ser sempre o "bonzinho", pois se corre o risco de ser o bobo, mas se trata de ensiná-lo a assumir a responsabilidade por suas ações, desde os primeiros tempos de vida. Trata-se de ensiná-lo que os limites de seu próprio espaço terminam ao começar o espaço do outro. Também, como mãe ou pai, dar um exemplo de autonomia e liberdade interna para fazer escolhas. Escolhas, não para ganhar o amanhã, mas que deem sentido ao hoje.

O mundo e o nosso país precisam de famílias onde os pais ensinem às suas "super crianças" que os bens de consumo, a liberdade individual e a própria felicidade se conquistam com condutas éticas e não tentando levar vantagem em tudo, para que no futuro não aceitem, por exemplo, a corrupção como um meio justificado por um fim.

Ceres Araújo

História de Pescador


Sussuquinha estava entretida, brincando com seu kit de pescaria. E Mami Lu estava ensinando-a a manejar a vara. Então Sussuquinha resolveu tentar sozinha e conseguiu pescar o peixe que estava no chão:
- Su cãnsiguiu! - exclamou ela, exultante.
Um segundo depois, o anzol de desprendeu o peixe e ele caiu no chão de novo.
- Cãnsiguiu NADA! - emendou ela, resignada...
Vontade de mordeeeeeer...